Digitalização do investidor aumenta na pandemia

É o que mostra pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha, que ouviu 3,4 mil pessoas da população economicamente ativa, aposentados e pessoas que vivem de renda, das classes A, B e C em todas as regiões do país.
O levantamento aponta que todas as outras formas de investimento a distância também apresentaram crescimento significativo, como site do banco ou corretora e por telefone.
Apesar de toda a digitalização, a conversa presencial com o gerente ou assessor de investimento continua na liderança quando o assunto é a busca de informações para decidir sobre o melhor destino para as economias: 41% dos investidores indicaram a preferência por esse meio. Os sites de notícias e os amigos/parentes também são opções relevantes, com 18% e 15% de preferência
“O investidor continua valorizando o atendimento presencial e o aconselhamento com um profissional, a despeito de toda a digitalização observada no mercado financeiro nos últimos anos.”, afirma Marcelo Billi, superintendente de Comunicação, Certificação e Educação de Investidores da Anbima.
‘Isso sugere que o uso dos meios digitais não substitui completamente o contato com os profissionais de investimento. Pelo contrário, a pesquisa mostra que mesmo usando os meios digitais, o investidor ainda quer o apoio de um especialista ou profissional antes de decidir onde alocar suas economias”, afirma Billi.
O resultado, segundo ele, aponta para a necessidade de repensar qual será o papel desses profissionais no futuro. O desafio está colocado não só para eles próprios, mas também para a Anbima, responsável por certificar aqueles que desempenham atividades de prospecção e venda.
Raio X do Investidor Brasileiro
Esta é a quarta edição da pesquisa Raio X do Investidor, realizada pela ANBIMA em parceria com Datafolha. As entrevistas aconteceram entre 17 de novembro e 17 de dezembro de 2020, com 3.408 pessoas economicamente ativas, que vivem de renda ou são aposentadas, de 16 anos ou mais, pertencentes às classes A, B e C, nas cinco regiões do País. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.








