Como investir com pouco dinheiro?

Como investir com pouco dinheiro?

Engana-se quem pensa que para investir é necessário muito dinheiro. Há diversas modalidades no mercado financeiro que são acessíveis ao pequeno investidor e, mesmo assim, oferecem bom rendimento. Algumas aplicações exigem aporte inicial inferior a R$ 100. Especialistas recomendam conhecer melhor as opções disponíveis e se planejar para começar os investimentos.

Os títulos públicos do Tesouro Direto, o Certificado de Depósito Bancário (CDB), os Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs), o Exchange Traded Fund (ETF) ou fundos de índice e as ações no mercado fracionário são algumas das alternativas.

No caso de alguns títulos públicos, é possível começar a investir com R$ 30. São opções direcionadas para investidores iniciantes, que não querem correr muito risco e que desejam sair da Poupança ou criar uma reserva de emergência. Nessa opção estão o Tesouro Selic, o Tesouro prefixado e o Tesouro IPCA.

As ações fracionárias também podem ter valores inferiores a R$ 100. Trata-se de uma opção em que não é necessária a compra de um lote, o que encarece a operação, mas uma ou mais unidades. Já o CDB, os fundos imobiliários e os ETFs são possibilidades a partir de R$ 100.

Como escolher o melhor investimento

Para escolher qual é a melhor opção, a orientação é avaliar o perfil do investidor para identificar a sua tolerância aos riscos. Outro aspecto a ser analisado é com qual objetivo pretende-se começar a investir. Assim é possível definir por uma aplicação de curto, médio ou longo prazo. Essas informações ajudam a fazer uma escolha mais assertiva.

Os investidores com perfil conservador priorizam a segurança do investimento, sendo recomendada a modalidade de renda fixa, da qual fazem parte os títulos do Tesouro Direto e o CDB.

Aqueles com perfil moderado podem optar por investimentos de renda variável – modalidade mais arriscada do que a renda fixa – que não conferem tantos riscos ao patrimônio, como os FIIs e os ETFs.

Quem tem o perfil arrojado, ou seja, tem maior tolerância ao risco e prioriza o retorno financeiro pode escolher as ações. Elas também integram a modalidade renda variável, mas são mais arriscadas em comparação com os FIIs e os ETFs.

Passo a passo para investir

A criação da reserva é importante para o planejamento financeiro do investidor. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), para começar a investir é necessário realizar um planejamento financeiro, buscar informações sobre os tipos de investimento e entender o mercado.

Sobre o planejamento financeiro, a orientação é ter certeza de que as contas estão em dia. Uma vez que as finanças estejam controladas, o passo seguinte deverá ser abrir a conta em uma corretora de investimentos para começar a criação de uma reserva de emergência.

Essa reserva pode ser, inclusive, a primeira aplicação do pequeno investidor. Ela é necessária para assegurar o equilíbrio financeiro em meio aos momentos inesperados, como a perda do emprego ou uma emergência de saúde. Por isso, é aconselhável que ela garanta, pelo menos, seis meses das despesas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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