Embarque inédito de gergelim mostra eficiência do Porto de Paranaguá com diferentes cargas

Embarque inédito de gergelim mostra eficiência do Porto de Paranaguá com diferentes cargas
No berço 202 do Porto de Paranaguá, o navio Lady Lilly recebe uma carga inédita de gergelim em sacas. O produto nacional, que segue para exportação, é estivado direto nos cinco porões da embarcação. Em média, cada espaço vai levar cerca de 4 mil toneladas da semente, totalizando um embarque de 20 mil toneladas que têm como destino a Guatemala. - Paranaguá, 04/11/2021 - Foto: Cláudio Neves/Portos do Paraná

No berço 202 do Porto de Paranaguá, o navio Lady Lilly realiza uma operação inédita de embarque de gergelim em sacas. O produto nacional, que segue para exportação, é estivado direto nos cinco porões da embarcação. Em média, cada espaço vai levar cerca de 4 mil toneladas da semente, totalizando um embarque de 20 mil toneladas que têm como destino a Guatemala. Até então, a semente era exportada pelo terminal paranaense somente em contêineres

A falta de contêineres no mundo todo fez com que os exportadores e importadores buscassem diferentes soluções. O navio atracou por volta do meio-dia desta quarta-feira (3). A previsão é que a operação seja concluída na próxima semana. Os responsáveis pela carga – tanto da importação quanto da exportação – vieram a Paranaguá para acompanhar de perto a operação.

O diretor empresarial da Portos do Paraná, André Pioli, explica que o ineditismo está exatamente nesse embarque direto no porão do navio, em uma modalidade conhecida como carga geral. “Isso demonstra que o Porto de Paranaguá é um porto eficiente nos diversos tipos de carga, que tem capacidade de operar na importação e exportação. Com a escassez no mercado dos contêineres, os navios de carga geral voltam a procurar Paranaguá como opção eficiente ao serviço”, afirma Pioli.

“Esse gergelim vai de Paranaguá para a Guatemala, onde será manufaturado e distribuído para o mundo. Na nossa conversa, eles demonstraram buscar no Paraná, além de uma opção de transporte, também a instalação de uma unidade para a manufatura do produto”, diz o diretor.

Ainda segundo o Pioli, o município de Paranaguá, por já oferecer a área portuária, seria uma boa opção. “Estaria perto do porto, seria fácil para embarcar e distribuir a carga manufaturada para o mundo inteiro”, comenta. “Essa visita dos donos da carga pode trazer muitas coisas boas à nossa região”.

Suhel Turjman, da empresa guatemalteca Semillas Universalles, confirma a possibilidade de a empresa instalar uma unidade no Paraná para processar o produto e diz que isso pode acontecer em breve. “É uma possibilidade, sim. A gente acredita que o Paraná é atualmente uma excelente opção logística”, afirma, destacando a organização e eficiência do porto.

Segundo José Francisco Cordova, diretor da Sezam Zaad, do mesmo grupo guatemalteco (Unisource), faz três anos que a empresa atua no ramo de gergelim no Brasil. “Nesse período, enviamos a carga somente em contêineres pelos portos de Santos e Paranaguá. Gergelim é um produto 90% de exportação, utilizado para fazer óleo e outros alimentos que queremos que sejam feitos aqui para exportarmos diretamente o produto final”, pondera.

Ganhos

A operação do navio Lady Lilly é da empresa Marcon Logística Portuária. De acordo com o diretor comercial Patrick Ferreira Tavares, esse embarque de gergelim marca o retorno do produto para a modalidade de “carga solta” (carga geral).

O embarque pelo Porto de Paranaguá, explica ele, gera muitos ganhos para a economia da região, com cerca de 400 pessoas por dia na operação no embarque da carga. Foram dois os motivos que fizeram os clientes optarem pelo Porto de Paranaguá. “Pela condição do porto abrigar vários tipos de cargas e abrir as portas para novos negócios, e também pela facilidade de espaço, a retroárea, para esse tipo de mercadoria fora do porto”, afirma Tavares.

O gergelim, como item alimentício, não pode ter contato com produtos químicos. Além disso, pelo volume, ocupa o dobro de espaço que outras mercadorias ensacadas. “Para um navio de 20 mil toneladas foi necessário dispor de um espaço de retroárea de 40 mil toneladas. E esse espaço hoje, nos demais portos brasileiros, é extremamente disputado. Em Paranaguá, há essa disponibilidade”, completou.

Crédito da foto: Claudio Neves

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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