Venda de tintas cresce nos dois últimos anos e supera as expectativas do setor

Venda de tintas cresce nos dois últimos anos e supera as expectativas do setor

Entre os setores que mais se destacaram neste difícil período de pandemia estão os da construção civil e o de tintas. No caso específico de tintas, houve um crescimento no volume de vendas de 5% no ano passado em relação a 2019, muito acima do projetado, segundo dados do relatório da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati). Para este ano, a projeção era de um crescimento de 3,5%, mas o setor está apostando num aumento das vendas de mais de 7%.

Eu conversei com o diretor de Estratégia e Projetos da Tintas Verginia, Eduardo Bathke, e ele me informou que esse bom desempenho se deve ao fato de que as pessoas ficaram mais tempo dentro de casa e começaram a buscar por um ambiente melhor, bem estar e conforto e então decidiram reformar, pintar e decorar.

Novas características

O diretor da Tintas Verginia, me explicou que as pessoas perceberam que muitas vezes mudar a cor da sala, do quarto ou mesmo da casa, ou fazer aqueles reparos que sempre são deixados para depois, trazem uma sensação de conforto e bem estar imediato, de forma rápida e barata. Outra característica verificada neste período de pandemia pelas lojas de tintas, é que os consumidores começaram a optar por mais cores e saíram do branco, palha e cinza. Deixando os ambientes cada vez mais alegres, cheios de personalidade e autênticos.

Eu perguntei diretor da Tintas Verginia, sobre o reajuste nos preços das tintas nos dois últimos anos, e ele me disse que os preços das tintas sofreram bastante durante a pandemia pois além do déficit na cadeia de suprimentos, parte das matérias primas são dolarizadas e importadas. Dessa forma, os fabricantes foram repassando os ajustes de preços, que ao longo dos últimos 12 meses somaram em torno de 50%.

Otimismo para o final de ano

Quanto às vendas nos dois últimos meses do ano, Eduardo Bathke, está otimista. Segundo ele, o final do ano sempre é um período bom de vendas para o setor de tintas, apesar de que durante a pandemia essa sazonalidade que estávamos acostumados se antecipou e acabou sendo distribuída ao longo dos meses.

De qualquer forma, a expectativa para novembro e dezembro continua boa, apesar de que, com o retorno das atividades, as pessoas já começam a destinar os gastos e investimentos para outras coisas que ficaram reprimidas durante a pandemia, como por exemplo viagens, restaurantes e lazer. Mas as casas arrumadas e pintadas para o final do ano continuam sendo um desejo e prioridade para os brasileiros. Até porque pousadas, hotéis, restaurantes e casas de praia também precisam estar preparados para receberem novamente as pessoas.

Concorrência grande no Paraná

Sobre a concorrência, o diretor da Tintas Verginia, destaca que, no Paraná, o mercado de tintas é um dos mais concorridos do Brasil. Isso deve à presença de grandes players no mercado desde lojas especializadas em tintas, Home Center’s e materiais de construção.  Também é considerado um mercado muito exigente por parte dos consumidores.

Tintas Verginia completa 30 anos

A Tintas Verginia acaba de completar 30 anos de atividades e comemora junto aos seus mais de 300 colaboradores que tiveram papel importante nessa história. Atualmente com 32 lojas no Paraná e Santa Catarina, a empresa inicia seu processo de sucessão na gestão e preparação para os próximos 30 anos.

“Hoje, a empresa se mantém constituída 100% pela família, com os fundadores na cadeira da presidência e os herdeiros compondo a diretoria, com apoio dos gerentes de área e suas respectivas equipes. Os planos são, para os próximos anos, continuar profissionalizando a empresa e melhorar a performance operacional e financeira, trazendo aspectos de inovação e sustentabilidade socioambiental para o planejamento estratégico”, explica Eduardo Bathke.

Crescimento de forma orgânica

O crescimento da empresa sempre aconteceu de forma orgânica, sem grandes endividamentos e alavancagem. Desde 1991, a família e fundadores sempre estiveram à frente do negócio e somente após sete anos da inauguração da primeira loja, em Santa Felicidade, o casal fundador Aricle Iurck e Nelson Bathke contrataram sua primeira equipe completa, com sete funcionários e em 2001, abriram a segunda loja. Para acirrar a competitividade, a empresa criou uma fábrica de massas e texturas em 2006. Em 2014, com o aumento do número de lojas, fez-se necessário construir um novo centro de distribuição, com mais cinco mil metros quadrados.

Atenta às novas necessidades do mercado, em 2015 a marca lançou o primeiro e-commerce de tintas do país. Hoje, o sistema de entregas com logística própria entrega produtos em até 24 horas nas áreas onde atua e os pedidos podem ser feitos tanto pelo site, como pelo WhatsApp. Em reconhecimento, a marca já recebeu o prêmio Top de Marketing da ADBV-PR e figura atualmente como a maior revenda de tintas do sul do país.

Só lojas próprias

Visando manter a qualidade no atendimento e nos serviços, a marca optou por ter apenas lojas próprias. Atualmente, são 32 lojas especializados em tintas. Neste ano, quatro novas unidades já foram inauguradas, três em Florianópolis (SC) e outra em Ponta Grossa (PR).

“O planejamento da empresa sempre foi muito pé no chão. Não somos uma empresa alavancada e todos nossos investimentos e expansões são feitos com recursos próprios e calculados de forma a correr pouco risco. Sendo assim, o plano é continuar crescendo no mesmo ritmo que a empresa e mercado crescem, de forma orgânica, conforme a empresa vai gerando caixa e resultado”, declara Bathke

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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