Aquisição de startups exige atenção no atual mercado

Aquisição de startups exige atenção no atual mercado

Compra de uma startup deve ser tratada como uma empresa já consolidada

O mercado empresarial brasileiro, especialmente o setor de fintechs, tem presenciado, já há alguns anos, um grande aumento de transações de fusões e aquisições, especialmente as que envolvem startups, que nascem como fornecedoras de tecnologias e serviços inovadores para o mercado consumidor, e que se tornam atrativas para empresas de maior porte.

Embora a aquisição desses negócios possa parecer um processo simples e mais ágil, o Martinelli Advogados, um dos maiores escritórios de advocacia do País, adverte que devem ser observados os mesmos ritos e processos que envolvem a compra ou fusão de médias e grandes empresas, a fim de mitigar riscos e auxiliar os compradores em todos os detalhes importantes que envolvem transações deste tipo.

“A avaliação e a aquisição de uma startup, independentemente do seu estágio de maturidade, precisa considerar os mesmos cuidados e as melhores práticas de mercado de uma grande empresa, a fim de salvaguardar os interesses do adquirente, incluindo a realização de auditorias prévias (Due Dilligence) relacionadas às atividades desenvolvidas”, afirma Cintia Meyer, sócia do Martinelli Advogados e especialista em direito societário, tributário, fusões e aquisições. Ela liderou a equipe do escritório no trabalho realizado para a Conta Azul, empresa de sistema de gestão integrado, que anunciou, recentemente, a aquisição da startup Swipe, plataforma especializada em soluções personalizadas de carteiras digitais.

Conflito

Ao mesmo tempo que as startups oferecem menos riscos para o comprador, justamente por serem empresas com menor tempo de existência e complexidade, o perfil de seus criadores e o menor nível de governança, por vezes, podem conflitar com o padrão adotado pelo interessado, acrescenta a advogada. “Aspectos como conformidade com a LGPD, políticas de segurança digital, propriedade intelectual e compliance são muito importantes na avaliação de riscos, ao orientarem os ajustes que devem preceder a aquisição, apoiar o planejamento da integração e a adaptação dos negócios e procedimentos subsequentes, inclusive quanto à cultura organizacional e aos padrões de governança do novo controlador”, comenta Cintia Meyer.

No negócio entre Conta Azul e Swipe, a equipe do Martinelli atuou como assessoria jurídica de toda a transação, realizando a Due Dilligence completa, a elaboração e discussão de todos os contratos inerentes — contrato de compra e venda; complementares relativos a pagamentos em ações; atos societários; alterações de contrato social e no quadro societário e estrutura de governança.

Cintia Meyer.

“O acordo envolvia uma empresa de tecnologia, a Swipe, detentora de direitos de propriedade intelectual essenciais para a exploração em novos negócios da Conta Azul. As análises relativas à adequação dos direitos autorais desta propriedade foram fundamentais para conferir segurança à transação, assim como a análise de estrutura societária existente entre as partes envolvidas, de modo a estruturá-la para atender o modelo da negociação e suas formas de pagamento, o que foi importante para concluir a transação com sucesso”, explica a especialista do Martinelli Advogados.

Com o constante movimento de compras de startups que o mercado empresarial brasileiro vem observando nos últimos anos, Cintia Meyer pondera que o movimento de fusões e aquisições tem sido uma alternativa aos tradicionais investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados pelas empresas de maior porte. “Em muitos casos, pode ser mais interessante adquirir um produto ou serviço já desenvolvido do que começar tudo do zero, internamente. Contudo, para transações que envolvam cifras consideráveis, é sempre importante estar seguro do que se está adquirindo, e contar com o assessoramento de especialistas nesse processo pode fazer toda a diferença”, completa a advogada.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *