Seis dicas para ter sucesso na carreira em Customer Experience

Seis dicas para ter sucesso na carreira em Customer Experience

Ao finalizar o ensino médio, muitos jovens precisam começar a trabalhar o mais rapidamente possível, para ajudar nas despesas da casa e, quem sabe, financiar um curso técnico ou universitário. A área de Customer Experience traz um ótimo caminho para esse público, já que as empresas oferecem os treinamentos necessários para trabalhar e ir galgando posições mais altas.

Esta foi a trajetória de Ana Rocha, 35 anos, diretora sênior da Concentrix Brasil. Ela começou a trabalhar como advisor logo após concluir o ensino médio. Pouco tempo depois foi promovida a supervisora – a primeira de outras ascensões similares. Depois de cuidar de diferentes tipos de operações, como vendas, SAC, suporte e retenção, ela se especializou no ramo de seguradoras e entrou na multinacional. “O projeto era complexo, mas consegui, junto com o nosso time, solucionar os problemas. Em nove meses, foi possível mensurar evolução em todos os indicadores de forma geral”, afirma a diretora.

Depois de concluído o projeto, Ana participou de uma seleção interna e virou superintendente. Passou por mais duas promoções até assumir o cargo atual de diretora sênior, sendo responsável por 25 clientes locais. “Mais uma vez entrei em uma posição nova, que não existia. Esse é mais um diferencial. As oportunidades podem ainda não existir, mas com trabalho focado em resultados e pessoas os caminhos se abrem na empresa”, resume.

Reconhecida como uma das áreas mais promissoras, para atuar no segmento de Customer Experience é recomendável reunir algumas características, além de se esforçar para adquirir conhecimento. Essas são as dicas:

1 – Gostar de pessoas

Para trabalhar com Customer Experience é preciso gostar de pessoas, entender suas necessidades. Nem sempre o atendimento ao consumidor é fácil. Por isso, é importante ser paciente. O contato com diferentes perfis de pessoas faz parte do dia a dia, tanto no trabalho de atendimento em si quanto internamente dentro das empresas. “É importante trabalhar em grupo na resolução de problemas, em novos projetos. Pedir ajuda para vencer desafios faz parte da rotina”, pontua Ana.

2 – Aprendizado contínuo

Algo que às vezes é deixado de lado pelos profissionais. Embora as empresas deem o conhecimento técnico para trabalhar na indústria, é preciso buscar desenvolvimento. Isso é responsabilidade individual e vale tanto para cursos universitários quanto idiomas. “Inglês é um diferencial, aumenta a empregabilidade e dá a chance de trabalhar em multinacionais. Algumas vagas exigem espanhol, então se puder investir em mais de uma língua, vale a pena. Uma das grandes vantagens da área são as escalas menores, o que facilita a conciliação com a faculdade ou um curso especializado. Estudar é fundamental para crescer”, explica a executiva, que conta que precisou estudar para alcançar o nível de inglês exigido, além de ter feito duas faculdades.

3 -Ter atitude de dono

A diretora afirma que “não é necessário ter o título para assumir uma posição de liderança. Mesmo sem ser promovido, é possível ter essa postura agregadora, apoiar e ajudar os pares, dar orientações. Essa postura me ajudou a crescer na carreira e a assumir a liderança”. Assim o profissional demonstra ter espírito de líder, capacidade para gerenciar e resolver problemas. Isso desperta para as suas capacidades, aumentando as chances de subir posições. O reconhecimento vem muito daí.

4 – Valorizar os feedbacks

Na área de Customer Experience os feedbacks são constantes. “Eles são um presente e cabe a cada um decidir como utilizá-los. Os retornos dos líderes e dos colegas sobre o trabalho, sejam positivos ou negativos, são fundamentais para o crescimento profissional”, diz Ana. Eles trazem a oportunidade para refletir sobre as habilidades que precisam ser aprimoradas. Vale pensar “eu sou bom nisso, mas como posso melhorar? O que mais eu posso fazer?”.

5 – Ser flexível

O trabalho de advisor dá a oportunidade para atuar com diferentes tipos de empresas, dos mais diferentes segmentos. Sendo assim, muitas vezes é preciso “virar a chave” para lidar com algo totalmente novo. Pode-se trabalhar com empresas de varejo, tecnologia, telefonia, seguros, bancos, por exemplo. Aqui vale mais uma vez a questão do conhecimento. Estudar o setor, ler, buscar informações é fundamental para ser um profissional versátil.

6 – Vontade de fazer acontecer

A área de Customer Experience exige pessoas com vontade de mudar o mundo, com visão, criatividade, que busquem ser as melhores. “Pensar em soluções, ter uma mente inovadora, se engajar em projetos internos e colaborar para o crescimento da empresa são características muito valorizadas. O profissional demonstra que quer evoluir junto com a companhia, que tem a capacidade de ir além do seu cargo e do trabalho do dia a dia”, conclui a diretora.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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