Número de startups do setor de alimentos cresce 15,5% entre 2019 e 2021

Número de startups do setor de alimentos cresce 15,5% entre 2019 e 2021

Varejo respondeu por 72,72% das fusões e aquisições do setor entre 2021 e 2022

A PwC Brasil em parceria com a Liga Ventures mapeou a evolução do mercado de startups do setor de alimentos (foodtechs) no Brasil entre 20 e janeiro deste ano. O levantamento, realizado em 396 startups de 23 segmentos por meio do Startup Scanner, identificou o crescimento de 15,5% nas startups entre 2019 e 2021, um resultado diretamente ligado à pandemia, quando o setor de alimentação explodiu, com as pessoas trabalhando e ficando mais em casa. No Sul do Brasil, Santa Catarina se destaca entre os três estados com o maior número de startups no ramo de alimentos junto com São Paulo e Minas Gerais.

Os dados fazem parte do relatório “A evolução das startups no setor de Food Techs”, que traz uma análise completa do setor e os desafios das startups que operam nesse ecossistema, refletindo os novos hábitos de consumo e o futuro da alimentação na sociedade pós-pandemia.

Ao todo foram monitoradas startups de tecnologia para produção de alimentos, da cadeia agropecuária, passando pelas empresas de alimentação por delivery. No período analisado, 154 startups foram adicionadas ao startup scanner, enquanto 119 foram inativadas.

76,69% das empresas do setor estão ativas e 23,11% inativas, ou seja, deixaram de atender aos critérios do monitoramento ou passaram por processos de IPO, foram compradas ou mudaram de segmento. As tecnologias utilizadas pelas startups que mais cresceram foram de e-commerce, data analytics, geolocalização e desenvolvimento de alimentos.

“O hábito de compra dos consumidores mudou drasticamente com a pandemia, com as pessoas comprando muito mais online, especialmente alimentos, o que refletiu diretamente no crescimento de startups do setor nos últimos 2 anos”, analisa o sócio da PwC Brasil, Carlos Coutinho. Ele reforça ainda que as foodtechs se destacaram na pandemia na formação de ecossistemas com o varejo e indústria e também na questão de adaptabilidade e resiliência, para dar conta da alta demanda.

Essas mudanças de hábito forçaram as empresas a digitalizar suas operações e também internalizar suas operações de logística e entrega para ganhar eficiência, em tempos de exigência cada vez maior dos consumidores para receber seus produtos em casa no menor tempo possível.

Crescimento e Mercado de Trabalho

O relatório da PwC com a Liga Ventures mostra que nos últimos três anos, os estados que tiveram maior crescimento no número de startups ativas no setor de alimentos foram Amazonas, Tocantins, Pernambuco, Paraná, Paraíba e Rio de Janeiro, respectivamente. Já São Paulo (48,74%), Santa Catarina (8,33%) e Minas Gerais (8,33%) são os locais onde há o maior número de startups no país.

Na região Norte, a categoria de Marketplace B2B é a principal do setor, no Nordeste é a de Marketplace de Alimentos e Delivery, no Centro-Oeste a Cadeia Agropecuária é a categoria dominante, já no Sudeste e no Sul o principal é o setor de Novos Alimentos e Bebidas.

No Sul e Sudeste, os mercados mais consolidados junto com a maior proximidade de centros de distribuição e matrizes de negócios acabam direcionando uma maior quantidade de startups para o mercado de novos alimentos e bebidas. Enquanto isso, o Centro-Oeste segue sua vocação para o Agro, com o crescimento das startups no segmento.

“O cenário de crise que vivemos nos últimos dois anos causou um aumento na busca por inovação, fazendo com que as empresas investissem mais em tecnologia para levar melhores produtos e soluções para os consumidores. Os dados mapeados pelo estudo são muito significativos e mostram como o mercado alimentício está em intenso desenvolvimento e crescimento no país”, observa Raphael Augusto, Sócio-Diretor de Produtos e Inteligência de Mercados da Liga Ventures.

Entre 2021 e 2022, cerca de 72,72% dos R$4,66 bilhões movimentados entre 46 investimentos e fusões e aquisições no setor foram direcionados para startups que atuam no varejo fundadas entre 2015 e 2019, principalmente na cidade de São Paulo, e utilizam tecnologias como inteligência artificial em suas soluções.

Durante o período de análise, as startups ativas tiveram um crescimento médio de 34,62% no número de funcionários, representando um total de 8473 novas vagas abertas durante o período. Em 24,24% delas houve crescimento no número de funcionários superior a 50%. Atualmente, o setor emprega quase 26,5 mil pessoas.

O crescimento de 71,55% no número de funcionários das startups fundadas em 2020 pode ser explicado, principalmente, pelos investimentos relevantes feitos em algumas startups. A pesquisa mostra ainda que a participação feminina no quadro de sócios e administradores das foodtechs chega a 35%.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *