65% dos brasileiros consideram a opinião de influenciadores digitais de finanças na hora de investir

65% dos brasileiros consideram a opinião de influenciadores digitais de finanças na hora de investir

A área de finanças vem se tornando um universo cada vez mais amplo e atrativo aos brasileiros. Dentre as muitas opções de investimentos, 38 milhões de pessoas se tornaram clientes do setor bancário entre janeiro de 2020 e junho de 2021 (de acordo com dados do Banco Central). Em 2021, houve crescimento de 73% dos usuários brasileiros com contas exclusivamente digitais, e 44% da população brasileira utiliza serviços de fintechs, conforme estudo Global Digital Banking de 2021. Diante de tantas possibilidades, é natural que os consumidores procurem um norte para que o dinheiro renda mais.

É a partir disso que os influenciadores digitais de finanças se destacam. Especializados em um tema que pode parecer bastante complexo dentro de uma cultura que não está adaptada à educação financeira, e se comunicando de forma didática, essas personalidades acumulam milhões de seguidores em suas redes sociais. Pensando nisso, a consultoria ILUMEO realizou pesquisa quantitativa com 1.100 brasileiros, em setembro último, para avaliar o impacto que esses influenciadores têm nas atitudes e comportamentos dos consumidores

O estudo mostra que 88% dos entrevistados conhecem pelo menos um influenciador digital que produz conteúdo sobre dinheiro e finanças. Os influenciadores de finanças já nortearam o comportamento de investimento de 65% destas pessoas, e quando se fala no impacto sobre decisões de compra de produtos e serviços em geral (não só investimentos), 66% dos entrevistados afirmam que os influenciadores do segmento já influenciaram suas escolhas.

Mega influenciadores

Esse segmento cresceu nos últimos anos e os principais influenciadores digitais de finanças acumulam milhões de seguidores. Thiago Nigro (O Primo Rico)  tem 6,7 milhões de seguidores no Instagram e 6,05 milhões no Youtube, Nathalia Arcuri (Canal Me Poupe) tem 3,5 milhões no Instagram e 7,27 milhões no Youtube e Bruno Perini tem 2 milhões de seguidores no Instagram e 1,15 milhão no Youtube.

Em um país com 210 milhões de adultos, esses poderiam parecer números modestos de audiência. Mas, não são. Para complementar os dados de audiência, a novidade que o estudo da ILUMEO traz é a abrangência do awareness (conhecimento) desses influenciadores para a sociedade como um todo, não só para aqueles que os seguem periodicamente. Os resultados mostram Thiago Nigro (foto) como o maior influenciador e finanças do país com 31% de awareness espontâneo. Ou seja, em campo aberto e sem estímulo de imagens, os entrevistados lembraram do nome. Ao mostrar sua foto aos participantes, a quantidade de pessoas que o reconhecem fica em 49%. Quando se estratifica a amostra entre pessoas que se interessam pelo mundo do empreendedorismo, o awareness dele é de 62%.

“São resultados que o aproximam do awareness de grandes celebridades que têm presença midiática de veículos de TV aberta”, diz Diego Senise, diretor da ILUMEO e professor de comportamento do consumidor na ECA-USP.

A segunda posição fica com Nathalia Arcuri, que teve 19% de awareness espontâneo (lembrança sem mostrar foto), 44% de awareness estimulado (lembrança ao apresentar a foto). Também foram citados os nomes de Bruno Perini, Gustavo Cerbasi, todo com menos de 4% de awareness espontâneo.

Quando se fala nos efeitos sobre o comportamento dos consumidores, os mega influenciadores se mostraram fortes referências para a tomada de decisões. 40% dos participantes que conhecem algum influenciador digital de finanças afirmaram já enviaram conteúdo produzido por eles para amigos ou familiares. Como eles falam sobre dinheiro, planejamento financeiro, geração de renda e organização dos custos da casa, o impacto desses influenciadores não se limita ao setor bancário. 66% dos pesquisados declararam que já consideraram a opinião de algum influenciador de finanças em uma decisão de compra de produtos ou serviços em geral, mesmo que não sejam ligados a investimentos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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