Em 2022, 1 em cada 3 empresas foi atacada por hackers mais de 7 vezes no mundo

Em 2022, 1 em cada 3 empresas foi atacada por hackers mais de 7 vezes no mundo

No comparativo de um ano, houve aumento de 84% no número de empresas que sofreu algum tipo de invasão bem sucedida

Um levantamento realizado pelo Instituto Ponemon e pela Trend Micro em 2022, com mais de 4 mil empresas de diversos países, mostra que um terço das empresas globais foi alvo de, no mínimo, sete tentativas de ataques hackers durante o período de doze meses. De acordo com o levantamento, o Índice de Risco Cibernético (IRC), que mede o grau de alerta das corporações, registrou um agravamento entre o segundo semestre de 2021 e o primeiro trimestre de 2022. Isso representa um aumento de 84% no número de empresas que sofreram uma invasão bem sucedida.

O IRC é dividido em quatro faixas diferentes: 5 a 10 (baixo risco); 0,01 a 5 (risco moderado); 0 a -5 (risco elevado); e -5 a -10 (risco alto). Na comparação entre os semestres, a porcentagem geral caiu de -0,04 para -0,15, registrando mais tentativas de ataques na América do Norte e em parte da Ásia, enquanto países da Europa e da América Latina tiveram uma diminuição nas invasões.

De forma geral, as investidas dos hackers foram conduzidas por meio de e-mails corporativos, com envio de spams; por Clickjacking, quando um usuário é induzido a clicar em um link fraudulento; por Fileless Malware, um tipo de malware que atinge programas legítimos; roubo de credenciais; e Ransomware, o sequestro de dados. Como consequências de uma violação como essas, as empresas entrevistadas destacam o alto custo com especialistas externos, os danos à infraestrutura crítica e a perda de produtividade. Ainda segundo a pesquisa, o comprometimento de cibersegurança para 2023 pode subir de 76% para 85%, uma vez que, em geral, a área de negócios das companhias não está completamente alinhada com o setor de tecnologia.

No Brasil, grandes companhias, de setores públicos e privados, tiveram que lidar com essa situação em 2022. Um dos casos foi o Tribunal Regional Federal da 3ª Região que, em março, divulgou uma nota afirmando que tinha sido alvo de uma invasão criminosa, em um processo que levou mais de uma semana para ser resolvido. Já a Prefeitura do Rio de Janeiro também precisou paralisar a prestação de serviços, depois que um grupo de hackers invadiu o centro de dados do município. A situação só foi normalizada quase dois meses depois da detecção da invasão e da troca de 20 mil computadores. No mesmo mês, o Mercado Livre passou pela mesma situação, sofrendo um ataque que deu acesso a dados de mais de 300 mil usuários (cerca de 0,2% da base de clientes). Na época, a empresa negou que os sistemas de infraestrutura tivessem sido invadidos, e informou que senhas, contas e saldos não foram comprometidos.

Outro grande caso que causou problemas no Brasil foi o apagão de dados do Ministério da Saúde, que prejudicou o monitoramento da pandemia. No final de 2021, o Ministério da Saúde sofreu um ataque cibernético que afetou alguns sistemas, como o e-SUS Notifica, o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI), o ConecteSUS e funcionalidades como a emissão do Certificado Nacional de Vacinação Covid-19 e da Carteira Nacional de Vacinação Digital, que ficaram temporariamente indisponíveis. Na ocasião, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Polícia Federal (PF) foram acionados pelo ministério para apoio nas investigações.

‘’Nos últimos meses, temos visto um número cada vez maior de empresas que estão sofrendo com esse e outros tipos de ataques, causando enormes prejuízos financeiros”, comenta o CEO da Athena Security e especialista em segurança digital, Thiago Cabral. Ele explica ainda que algumas ações podem ser tomadas nas empresas, para se protegerem desse tipo de risco: “é importante realizar sempre o backup dos dispositivos, religiosamente e repetidamente; além disso, adotar políticas de segurança da informação que proporcionem regras de conduta, para que seus colaboradores saibam como seguir na iminência de um ataque; e claro ter medidas de proteção para esses crimes cibernéticos’’. Cabral ainda acrescenta que o suporte de uma empresa do segmento de segurança digital é fundamental para proporcionar os cuidados de forma personalizada e garantir medidas de barreira importantes.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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