Qual o melhor momento para pedir um aumento salarial?

Existe um momento certo ou estratégia mais adequada para pedir um aumento salarial? Muitos acreditam que não, mas essa é uma decisão que, com certeza, precisa ser muito bem analisada. Afinal, muito além de levar em consideração o momento financeiro da companhia, é preciso ponderar sua evolução profissional na empresa e se utilizar de argumentos pautados em dados que concretizem seu ponto de vista e auxiliem a atingir o objetivo desejado nessa conversa.

Todos nós, em algum momento de nossa trajetória, nos encontramos em um cenário que desejamos receber uma maior remuneração por nossas atividades – seja para nos sentirmos mais satisfeitos e reconhecidos pelos nossos esforços ou, principalmente, para termos melhores condições financeiras frente à inflação global.

Por mais que essa seja uma situação corriqueira no mercado, é preciso levar alguns pontos em consideração antes de pedir um aumento salarial, evitando fazer esse pedido em momentos inadequados em relação à condição do negócio ou ao próprio mérito do profissional. Para isso, o primeiro passo a ser avaliado é sobre a qualidade e assertividade das entregas feitas dentro das expectativas estabelecidas – ou seja, se há uma satisfação completa do trabalho feito com uma excelência acima do esperado.

Seja em um projeto específico, em todas as responsabilidades para as quais foi contratado ou entregas estabelecidas, é importante trazer dados que comprovem essas conquistas e sirvam de apoio para mostrar a importância de seu trabalho para o crescimento da empresa. Até porque, a presença de fatos que ilustrem essa justificativa são informações completamente relevantes de serem utilizadas a favor do aumento salarial.

Agora, não é inteligente pedir essa maior remuneração se a companhia não estiver em um bom momento financeiro. Antes de conversar com os superiores, é essencial buscar compreender como a empresa se encontra economicamente, se está crescendo e conquistando as metas estipuladas e suas perspectivas. Caso contrário, qualquer pedido de aumento apenas irá gerar um clima e percepção negativo por parte do empregador.

Em muitas empresas, existe uma política salarial bem firmada estabelecida, justamente, para evitar qualquer tipo de desentendimento e angústia frente ao questionamento merecedor de um aumento de salário. Na maioria das vezes, são definidas com base no tempo de permanência do profissional na companhia ou a conquista dos objetivos desejados – o que contribui para que tenham uma maior noção do primeiro ponto destacado sobre o merecimento frente ao seu desempenho.

De acordo com dados divulgados no Relatório de Cargos e Salários em Startups 2022, como exemplo, 57,32% dos profissionais que trabalham nessas empresas seguem uma política salarial estruturada. Para eles, é clara a importância do oferecimento desta política para gerar transparência e clareza aos times em relação ao seu trajeto profissional – assim como sua influência no desenvolvimento de uma comunicação próxima e objetiva entre as equipes.

Mas, toda moeda tem dois lados. Por mais benéfica que essa política seja, o atraso da entrega desse aumento por qualquer motivo, muito provavelmente pode gerar uma insatisfação e insegurança perante os times, fazendo com que levem em consideração a possibilidade de buscarem por outras vagas que não demonstrem tais riscos em termos de crescimento profissional e maior remuneração ao longo de sua trajetória.

Pedir um aumento de salário exige uma dose importante de autoconhecimento junto com uma leitura analítica do cenário do negócio, de forma que tenha todos os argumentos positivos a favor da conquista de uma maior remuneração. Quando certificado desses pontos, a conversa deve ser a mais harmônica e construtiva possível, sem qualquer tom de ameaça que abra espaço para interpretações erradas. A união da coerência e sensibilidade definitivamente irá elevar a chance de sucesso desse pedido.

O artigo foi escrito por Ricardo Haag, que é sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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