7 boas práticas para melhorar a governança financeira das empresas

7 boas práticas para melhorar a governança financeira das empresas

Para proteger o seu negócio é preciso bom planejamento e organização financeira

Para uma empresa desenvolver e implementar práticas de negócios que alinhem lucro, propósito e transparência é preciso muito mais que um bom projeto. Atualmente as empresas vêm buscando constantemente por resultados sólidos, entregando seus produtos e serviços de forma sustentável e ainda conquistando reconhecimento interno e externo pelas suas boas práticas.

Uma boa gestão dos recursos financeiros impacta diretamente e positivamente os rumos que a organização vai tomar, ou seja, a gestão financeira envolve diversas ações que visam maximizar os resultados econômicos e financeiros. Para isso, ela deve estar pautada em princípios, valores e pontos vitais à organização.

Patrícia Baceti (foto), CFO na One7 – empresa especializada em serviços financeiros – compartilha sete reflexões para que as estratégias corporativas não percam o foco na busca pelos objetivos mais ousados.

  1. Definição de premissas claras

É importante clareza em relação ao ponto de partida. Por isso, comece mapeando o cenário atual para entender quais devem ser as premissas da jornada e o foco na realização contínua de ações sequenciais e bem definidas.

É preciso também estabelecer um processo de planejamento financeiro por meio de um orçamento e do forecast – método de previsão, análise e revisão de um orçamento, baseado na atual situação da empresa, porém, dependendo da volatilidade dos mercados essa previsão pode mudar. Também é importante manter o alinhamento entre as áreas gerenciais e contábeis, com base em metas de gastos e suas respectivas alçadas, sem perder a agenda de obrigações.

  1. Foco na transparência

Uma vez que tenha as premissas desenhadas, é necessário também garantir a transparência da “jornada” com os envolvidos, para que todos possam contribuir ou eventualmente prever o que está por vir. Essa etapa envolve desde o esclarecimento de conceitos, termos, metodologias usadas, quais metas serão perseguidas e a importância disso tudo.

  1. Gestão de Riscos

Os riscos são inerentes a todo plano de negócios e mapeá-los é uma forma eficaz de mitigar os impactos caso algo de errado aconteça no meio do caminho. Entretanto, não basta esquematizar, é preciso também agir! Cuidar da geração própria de caixa e fazer a gestão da necessidade de capital de giro, fazem parte de um bom plano de gestão de riscos.

  1. Cultura de Governança

Sua empresa está preparada para apresentar como tudo “funciona”, quanto custa cada etapa do processo produtivo e/ou de entrega de serviço, como gera receita e se os processos são passíveis de reprodução e confiáveis?

Mantenha a sua criação de valor bem-organizada e com todos os envolvidos. É importante que estes processos façam parte da cultura da empresa e não seja algo pontual. Para isso, tenha disciplina nas agendas de processos, divulgação e envolvimento de todos.

  1. Alocação precisa de despesas

Manter os melhores resultados econômicos e financeiros fazem parte da estratégia, pois o direcionamento das despesas em centros de custo e validação recorrente com as áreas dos orçamentos estimados x realizados deve ser uma rotina.

  1. Monitoramento e Controle

O acompanhamento da jornada é um passo que não pode ser negligenciado. É fundamental ter um painel financeiro, um dashboard com indicadores, manter um report de liquidez e um boletim orçamentário, entre outros números importantes que precisam ser exibidos de forma regular para o time.

  1. Report constante de evolução

Além de apresentar clareza e visibilidade dos números da empresa, é uma prática relevante cuidar da formatação de reuniões de conselho, do time diretivo e das equipes.

Apesar da importância de todos esses passos, sabemos que ainda é um desafio para muitos negócios manter a governança em dia. Mas não deixe as dificuldades serem uma barreira para sua empresa avançar. Implemente cada dica dada acima, não apenas olhando para o setor financeiro, mas para todas as áreas da companhia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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