Liderança feminina no Hospital Angelina Caron chega a 73% dos cargos

Liderança feminina no Hospital Angelina Caron chega a 73% dos cargos
Paola Caron.

88% dos cargos de coordenação e 45% dos cargos de gerência são ocupados por mulheres

Cada vez mais cresce o debate sobre a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho. Desde a criação da ONU Mulheres, em 2010, e dos Princípios para o Empoderamento das Mulheres, o mercado de trabalho tem intensificado a atenção para um tema que  organizações como o Hospital Angelina Caron vem tratando com cuidado há muito tempo. Há mais de dez anos, o HAC tem uma mulher no seu corpo diretivo e 73% dos seus cargos de liderança são ocupados por mulheres – um percentual acima da média nacional para hospitais, que é de 70%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) .
A alta representação está relacionada principalmente ao núcleo de enfermagem e seu contexto histórico com o cuidado. Comparativamente, outros setores da economia têm uma representação feminina menor em cargos gerenciais no país, sendo apenas 39,3% ocupados por mulheres. “Felizmente temos presenciado um lento, mas constante, despertar de consciência, com organizações se movimentando para equilibrar as estatísticas sobre mulheres em cargos de liderança”, comenta a co-CEO de um dos maiores hospitais do país, Paola Caron.
“É perceptível o potencial que as mulheres têm de contribuir para uma cultura organizacional mais forte e ter uma postura motivacional muito expressiva, sendo generosas ao estimular, motivar e inspirar aqueles que estão ao seu redor. As competências que formam o perfil da liderança feminina são essenciais para o período dinâmico pelo qual estamos passando e para a construção de um ambiente profissional mais inclusivo, que se reflete na satisfação dos funcionários e dos pacientes, ao se sentirem mais acolhidos e respeitados”, reforça.
Preconceitos relacionados à maternidade, disponibilidade de jornada e até mesmo ideias preconcebidas em relação à capacidade das mulheres em lidar com pressão, são algumas das várias questões que dificultam o acesso de mulheres a cargos de gestão.
“Com o início da pandemia do Coronavírus, no fim de 2019, organizações do mundo todo precisaram adotar práticas de trabalho mais flexíveis e inclusivas, tendo como foco as necessidades dos funcionários. Isso fez com que elas abrissem portas para mais mulheres em cargos seniores, conforme indica a pesquisa Women in Business de 2022, da auditoria Grant Thornton”, diz.
Hoje, no HAC, 88% dos cargos de coordenação e 45% dos cargos de gerência são ocupados por mulheres. “A expectativa é que esse percentual cresça ainda mais nos próximos anos. Um crescimento que traz benefícios significativos para o hospital e para os pacientes. Acreditamos estar no caminho certo para contribuir com um setor mais diverso, igualitário e eficiente”, completa a CEO.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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