Quando devo me preocupar com a aposentadoria?

Quando devo me preocupar com a aposentadoria?

Ainda é cedo para pensar nisso? Em um primeiro momento, quando estamos no início da vida profissional ela pode parecer distante, quase inatingível. Afinal, ainda somos novos demais para ficarmos pensando em algo que poderá ocorrer daqui a trinta anos ou mais. Mas, de um jeito ou de outro, guardando dinheiro ou não, o tempo passa, e, conforme o especialista em finanças pessoais João Victorino,  fica difícil  escapar de perguntas   do tipo:

  • Por quanto tempo ainda serei obrigado a trabalhar para ter direito a receber minha aposentadoria pelo INSS?
  • Com o dinheiro que vou receber da previdência pública (INSS), serei capaz de manter o atual padrão de vida de minha família? Ou será que já não é tarde demais?

Ocorre, infelizmente, que a maioria das pessoas chegará  à conclusão de que apenas os benefícios da previdência social não serão capazes de proporcionar um estilo de vida digno e confortável para suas famílias. E é muito comum não gostarem de falar nesse assunto, deixarem para depois, ou não se verem como mais velhos, conforme muitos psicólogos explicam, estes são motivos para termos dificuldades de pensar e agir olhando para o futuro. O lado bom é que se você descobriu isso a tempo de mudar a sua perspectiva – já que está lendo este texto! “Desde que começamos nossa jornada produtiva, já deveríamos ter a preocupação e o planejamento para construir os meios financeiros (investimentos ou patrimônio ) que consigam cobrir os gastos futuros que teremos no período de aposentadoria”, enfatiza João Victorino.

O melhor momento para começar é o mais cedo possível. Mas se você ainda não se preparou para isso, não perca mais tempo para começar,  você precisará pensar em construir uma fonte de renda alternativa (complementar) à previdência pública, veja a seguir o que você pode fazer.

A fim de receber mais renda durante a aposentadoria, será preciso guardar mais dinheiro durante a fase de acumulação.  A fase de acumulação é o período em que temos melhores condições de trabalhar e, por isso, sermos capazes de guardar parte dos rendimentos para o futuro. Durante este período, o fator tempo também faz um papel importantíssimo!

Veja, quanto mais tempo você puder juntar dinheiro, maior será o efeito dos juros sobre este capital acumulado. Além disso, seguindo o mesmo raciocínio, quanto mais cedo você começar, mais suaves poderão ser os valores aportados periodicamente (em base mensal, trimestral, anual, etc) em seu orçamento.

A calculadora da aposentadoria

Pensando na sua vontade de saber quanto deve guardar para desfrutar de uma aposentadoria que esteja de acordo com seus planos, a equipe de ahoradodinheiro preparou uma calculadora de aposentadoria gratuita para ajudar nessas contas, de modo personalizado. Com ela, você poderá descobrir:

  • O quanto precisa investir para obter o rendimento desejado na aposentadoria;
  • Por quanto tempo precisa realizar os aportes

Uma das características mais legais dessa calculadora é que ela permite a realização de diversas simulações. Assim, você pode alterar as variáveis específicas de investimento para cada um dos diferentes cenários hipotéticos traçados para o seu caso.

Os dados que você poderá alterar são:

  • Idade em que começará a receber os benefícios
  • Expectativa de vida
  • Rentabilidade dos investimentos
  • Média da inflação anual do período
  • Possuir uma reserva financeira (e seu valor) ou não
  • O quanto receber mensalmente na aposentadoria

Como fazer isso na prática?

A intenção de oferecer a Calculadora de Aposentadoria, não é desvalorizar a previdência social. “Ela exerce um papel extremamente relevante na manutenção do bem-estar social para milhões de pessoas que precisam contar com seu apoio. Agora, para conseguir juntar um capital capaz de proporcionar a renda planejada para o futuro, é preciso escolher investimentos seguros e que garantam a manutenção do poder de compra ao longo do tempo”, aponta Victorino.

Dentre eles, destacam-se:

  • Títulos públicos do Tesouro Direto
  • Previdência privada (atenção às taxas de administração e à composição dos fundos)
  • Ações e outros ativos.

As proporções que cada classe de produtos de investimento irá ocupar em sua carteira vai depender de sua propensão a risco, do nível de renda e do momento de vida em que se encontra. Para fazer uma alocação seguindo esses critérios, é preciso estudo, não dispensando, ainda, a consulta de um profissional da área. Os valores obtidos neste exercício são apenas simulações. Esta calculadora tem caráter informativo, sem valor legal. 

Crédito da foto: Tatiana Tomsickova – dreamstime

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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