Pesquisa indica crescimento de até 22% em empresas que valorizam sua mão de obra

Pesquisa indica crescimento de até 22% em empresas que valorizam sua mão de obra

Seguindo as tendências do último ano, 2023 já começou com diversos anúncios de demissões em massa. Segundo dados da plataforma Layoffs Brasil, só nos meses de janeiro e fevereiro mais de 50 empresas realizaram grandes cortes de sua mão-de-obra no país. Principalmente no setor de tecnologia, setor esse que em 2022 demitiu mais de 150 mil pessoas em todo o mundo, segundo o site de rastreamento Layoffs . fyi. Remando contra a maré de descarte de profissionais, as companhias que apostam na valorização de seus colaboradores têm obtido sucesso e alavancado retornos significativos sobre o patrimônio líquido (22%), enquanto aquelas que não o fazem têm uma taxa de apenas 10%, como mostram os dados da consultoria McKinsey.

A valorização da mão de obra é um aspecto fundamental para o sucesso de uma instituição. Quando os funcionários são valorizados, eles tendem a ser mais motivados, produtivos e dedicados ao trabalho. Para o diretor de operações da Infox Tecnologia, Vander Muniz, o primeiro desafio é compreender as necessidades da empresa na totalidade.

“Uma das coisas mais importantes no processo de valorização da mão de obra que temos é o de compreensão das especificidades de cada núcleo de trabalho nosso. Criamos um modelo de trabalho que permite flexibilidade, autonomia e principalmente, confiança por parte da liderança em relação ao que as equipes produzem. Nos últimos meses, nós criamos um modelo de gestão baseado nos princípios de gestão de comunidade”, afirma Muniz.

O estímulo ao trabalho deve ser visto como um investimento a longo prazo. Funcionários valorizados tendem a permanecer mais tempo na empresa, o que pode ajudar a reduzir os custos com treinamento e capacitação de novos colaboradores. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que instituições que possuem em sua política medidas de incentivo têm um retorno financeiro até três vezes maior. Isso porque a valorização da mão de obra pode resultar em uma redução de custos com rotatividade de funcionários, aumento da produtividade e melhoria da qualidade dos serviços.

Muniz ainda ressalta que essa valorização pode trazer benefícios intangíveis para a empresa, como a melhoria do clima organizacional e a criação de uma cultura de trabalho mais colaborativa e engajada. “Quando os funcionários se sentem valorizados, eles se tornam embaixadores da marca e contribuem para a fidelização dos clientes. Esse é um compromisso que está sempre evoluindo, mas que corrobora essa visão de que as pessoas se sentem valorizadas quando sabemos respeitar os limites e trazemos itens que façam elas congregarem com as mesmas expectativas futuras”, afirma o diretor de operações.

Além da manutenção de seus funcionários, o diretor reforça que a empresa vem aumentando o seu quadro de pessoal, diante da necessidade do mercado desde o último ano. Para 2023, a ideia é que a Infox contrate mais 60 profissionais.

Empresas de tecnologia apostam em gestão do conhecimento

Não são só as demissões em massa que preocupa a área da tecnologia. O setor vive um apagão de profissionais qualificados. Dados do Fórum Econômico Mundial apontam que 55% das empresas do ramo encontram lacunas de competências para a contratação de profissionais. No Brasil, a situação não é diferente. Segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais, o país deve ter um déficit de 532 mil pessoas para trabalhar na área. Diante da alta defasagem, algumas empresas têm apostado na criação de uma área para a construção do conhecimento e capacitação.

Na tentativa de driblar a alta defasagem profissional no mercado de tecnologia para desenvolvimento de projetos, o CEO da Infox Tecnologia, Fábio Barros, aposta na criação de uma área para a construção do conhecimento e capacitação de seus colaboradores.

“Estamos investindo na criação de uma área de gestão de conhecimento, pesquisa e inovação. Focaremos em trilhas de formação de hard skills que precisamos. Isso é um trabalho de médio e longo prazo, mas que precisa começar agora. Precisamos não só preparar nossos colaboradores para novas tecnologias, como também precisamos ir atrás de coisas que serão tendências para daqui a 3 ou 4 anos. É isso que nos colocará na vanguarda dos serviços que prestamos para nossos clientes”, destacou o CEO.

Alguns estudos apontam a baixa capacitação profissional neste setor como principal empecilho para a produção de novas tecnologias. O relatório “O impacto e o futuro da Inteligência Artificial no Brasil”, produzido pelo Google for Startups, destacou que 57% das empresas acreditam que o déficit de colaboradores qualificados é o que mais prejudica o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) no Brasil, por exemplo.

Em 2023, a área de tecnologia deve continuar liderando as intenções e procura do mercado de trabalho. Entre os cargos que devem continuar em alta, estão os ligados à inovação, transformação digital, e-commerce e desenvolvimento. E a inovação é uma das áreas onde a empresa atuará neste ano, investindo em novas tecnologias para os produtos ofertados pela empresa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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