Vendas maiores impulsionam a receita do Mercado Livre no primeiro trimestre

Vendas maiores impulsionam a receita do Mercado Livre no primeiro trimestre

Volume de vendas do marketplace chega a US$ 9,4 bilhões, alta de 43,3% ano contra ano

O Mercado Livre  (Nasdaq: MELI) — empresa líder em tecnologia para e-commerce e serviços financeiros da América Latina — encerrou o primeiro trimestre com desempenho promissor em todos os negócios do seu ecossistema. A companhia demonstrou a capacidade de expansão acelerada da receita e eficiência operacional, que permite o crescimento rentável a longo prazo. No período, sua receita total alcançou US$ 3,0 bilhões na América Latina, crescimento de 58,4%, em moeda constante, e de 35,1% em dólar na comparação com o mesmo período do ano passado. Os três principais mercados mantiveram o forte crescimento da receita em dólar na comparação anual, com o México avançando 62%, Argentina 39% e o Brasil 26% – país que representa 52% da receita líquida da companhia.

Nos três primeiros meses de 2023, com 3,9 milhões de novos usuários, a base superou a marca de 100,5 milhões de usuários ativos. Já o resultado operacional foi de US$ 340 milhões na América Latina, com margem de 11,2% e crescimento de 145,0% em dólar, comprovando o forte desempenho e oportunidades de crescimento em todos os mercados onde opera. O resultado operacional em dólar cresceu mais de 200% no México, 70% no Brasil e 57% na Argentina. O crescimento e a melhora da rentabilidade aconteceu de forma transversal, por todos os mercados, mesmo com o aumento considerável nas despesas com o desenvolvimento das frentes de produto e tecnologia.

O lucro líquido chegou aos US$ 201,4 milhões — resultando em lucro líquido de US$ 4,01 por ação — 208,5% acima na comparação anual, impulsionado quase inteiramente pelo maior lucro das operações. A geração de caixa operacional se manteve forte no período, permitindo que a posição total crescesse US$ 859 milhões no primeiro trimestre do ano.

A receita líquida do negócio de commerce aumentou 53,9% em moeda constante, e 31,2% em dólares na comparação anual, para quase US$ 1,7 bilhão, resultado do rápido crescimento do volume de vendas no período, quando o total de compradores únicos atingiu a 46,1 milhões, alta de 16,5%. O aumento do número de compradores únicos acelerou em toda a região, e isso ajudou a impulsionar o volume de itens vendidos, que subiu cerca de 16% no primeiro trimestre.

Já a receita líquida de fintech atingiu quase US$ 1,4 bilhão, crescimento de 40,1%, em dólar, e 64,3% em moeda local – permanecendo acima da marca de US$ 1 bilhão pelo quarto trimestre consecutivo, graças ao desempenho e receitas provenientes dos serviços de pagamento, investimentos e do negócio de crédito. No primeiro trimestre, o Mercado Pago ultrapassou 44,5 milhões de usuários ativos, alta de 24,3%, com crescimento em todos os mercados da região, permanecendo acima da marca de 40 milhões — somente nos últimos 12 meses, mais de 8,7 milhões de novos usuários foram adicionados.

“Nossa liderança em e-commerce segue sendo uma grande alavanca para os resultados de toda companhia. Seguimos focados em continuar o bom desempenho ao longo de 2023, sobretudo diante do atual potencial para o desenvolvimento de novos produtos. A contratação de mais de 1.700 profissionais de tecnologia reforça o nosso compromisso em aproveitar as oportunidades na América Latina para crescer de maneira lucrativa no longo prazo”, afirma Andre Chaves, vice-presidente sênior de Estratégia e Desenvolvimento Corporativo do Mercado Livre. “Essa mesma visão tem colocado o Mercado Pago numa posição privilegiada para concentrar o relacionamento de milhões de usuários de serviços financeiros na região. Após dois anos de intenso desenvolvimento, produtos de seguros e investimentos, por exemplo, se mostram cada vez mais promissores para complementar nossa estratégia ecossistêmica”, completa.

Commerce

O volume de vendas (GMV) do marketplace atingiu US$ 9,4 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 23,1%, em dólar, e de 43,3% em moeda constante. Ao todo, foram vendidos 309,0 milhões de itens, aumento de 15,9%, sendo 6,7 itens por comprador. Todas as três principais geografias apresentaram crescimento acelerado no volume de itens vendidos na mesma comparação anual. O volume total de anúncios registrados na plataforma chegou a 459,6 milhões.

No trimestre, os três principais mercados entregaram sólido crescimento no volume de vendas no período: Brasil e México avançaram cerca de 28%, em moeda constante, e Argentina 107%, com o impacto da inflação local. Esse movimento no mercado argentino reflete a força da proposta de valor da marca, apesar de um ambiente de consumo extremamente desafiador. No Chile também é observado o crescimento do volume de vendas no período, impulsionado pelo amplo sortimento e competitividade logística.

O Brasil, que performa sobre uma sólida base de crescimento, atingiu mais de 160 milhões de itens vendidos no período, impulsionando o crescimento do volume de vendas na maior parte das categorias. O investimento constante e a sólida execução, sobretudo em logística, permitiram conquistar mais participação de mercado. Já o México continua ganhando mercado e avançando em preferência de marca, aproveitando as oportunidades do mercado local a partir dos investimentos em logística, com maior penetração do modelo fulfillment.

Em toda América Latina, 301,8 milhões de itens foram enviados, aumento de 18,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Desse total, mais de 93,4% corresponde à rede gerenciada do Mercado Livre — sendo 44,0% dos envios via modelo fulfillment. Do volume geral de mercadorias, cerca de 77,4% foi entregue em até 48 horas e cerca de 53% no mesmo dia ou no dia seguinte à compra. No Brasil, a penetração do modelo fulfillment cresceu para 41%, mantendo a liderança em envios rápidos.

Os serviços de commerce, liderados por Mercado Ads, mantêm ritmo consistente de crescimento em todos os mercados. No primeiro trimestre, foram registrados mais de 132,1 mil anúncios, crescimento de 52,0% na comparação anual. Os investimentos em tecnologia continuam a impulsionar a performance dos anúncios no ecossistema, permitindo que a receita do negócio de publicidade digital mantivesse seu crescimento no primeiro trimestre, correspondendo a 1,4% do GMV da operação de marketplace.

Fintech

O volume total de pagamentos (TPV) via Mercado Pago atingiu US$ 37,0 bilhões pela primeira vez, crescimento de 46,0%, em dólar, e de 96,1% em moeda constante. Esse aumento é observado particularmente no uso da carteira digital, acompanhado pela adquirência. Já o volume total de transações (TPN) no período cresceu 71,8%, ano contra ano, superando 1,8 bilhão no primeiro trimestre, o sexto trimestre consecutivo com TPN acima de 1 bilhão. O volume total de pagamentos via Mercado Pago, fora da plataforma do Mercado Livre, também mantém seu crescimento, atingindo US$ 27,0 bilhões, alta de 56,6%, em dólar, e de 120,8% em moeda constante. Destaque para Argentina, Brasil e México, que entregaram taxas de crescimento consistentes em relação aos trimestres anteriores.

O total de pagamentos processados pode ser dividido entre o volume total de cobranças processadas e o volume total de transações de contas digitais. O primeiro inclui cobranças na plataforma do Mercado Livre, cobranças online e cobranças processadas por meio das maquininhas de cartão Point e dispositivos QR, que totalizaram US$ 24,3 bilhões, crescendo 39,2% em dólar, ano contra ano, e 74,2% em moeda constante. Ao mesmo tempo que essa operação no Brasil entrega bons resultados — tendência positiva que também é observada no Chile —, o México se destaca pelo crescimento de triplo dígito, onde o Mercado Pago é um dos líderes no desenvolvimento deste mercado.

O volume de transações por meio da conta digital, que inclui ainda transferências entre usuários do Mercado Pago, transações de cartão de crédito, débito e pré-pago, cresceu 164,1% em moeda constante, na comparação anual, totalizando mais de US$ 12,7 bilhões. Brasil e o México mostram fortes taxas de crescimento de duplo dígito, enquanto o crescimento da Argentina foi de três dígitos, bem acima da inflação. Ao final do primeiro trimestre, a companhia atingiu mais de 16,7 milhões de usuários únicos de produtos de investimento.

No período, foram distribuídas mais de 1,2 milhão apólices de seguros, volume 130,0% maior do que aquele registrado no primeiro trimestre do ano passado. No Brasil, a companhia manteve sua oferta de produtos de seguro — como cartão, Pix, na compra de produtos eletrônicos e garantia estendida. Dentro dessa categoria, o seguro para vida continua superando expectativas em volume de apólices emitidas por usuário.

A carteira de crédito atingiu US$ 3,0 bilhões, apresentando crescimento lucrativo e consistente, com margens de rentabilidade sustentáveis. Mesmo diante de uma forte demanda, a companhia manteve sua postura mais cautelosa em relação a originações em alguns mercados, com seu portfólio voltado a perfis de menor risco e queda na inadimplência para operações até 90 dias. Ao mesmo tempo em que a companhia acelerou a emissão de novos cartões de crédito no Brasil, a partir da melhoria de desempenho recente, acompanha com otimismo o início desta operação no México.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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