Brasil cresce em e-Sports, mas deve investir em segurança

Brasil cresce em e-Sports, mas deve investir em segurança

Questões de segurança se tornam críticas na medida em que o país ganha destaque internacional

O mercado de e-Sports vem crescendo exponencialmente nos últimos anos, impulsionado principalmente pela proliferação de smartphones e a crescente popularidade dos jogos para dispositivos móveis. Segundo dados recentes, o Brasil se destaca como um dos mercados mais promissores para e-Sports no mundo, atraindo gigantes do setor como Garena e Riot Games, que já têm operações bem estabelecidas na região.

De acordo com o Sigma Americas, evento de igaming que acontece entre 14 e 18 de junho em São Paulo, 80% dos jovens brasileiros são entusiastas de jogos; 50% assistem a conteúdo de videogames e 25% assistem ou participam do universo de e-Sports — fazendo com que o país ocupe a 10ª posição em todo mundo. Estima-se que os entusiastas dos e-Sports no Brasil passem mais de 20 horas por semana jogando. Um terço deles gasta dinheiro em moeda virtual e as mulheres representam 60% do público.

A receita no mercado brasileiro de e-Sports deve atingir US$ 16,03 milhões em 2023, mantendo uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 7,75% até 2027. Embora os jogos para dispositivos móveis estejam ultrapassando as variantes para PC e console, os títulos de e-Sports para PC ainda são mais lucrativos. Este ano, a entrada de novos usuários no mercado de e-Sports deve aumentar em 8,2%. No Brasil, a previsão é de que o número de participantes de e-Sports atinja 25 milhões até 2027.

Em 2022, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria o marco legal da indústria dos jogos eletrônicos — que ainda vai ser analisada pelo Senado Federal. A medida visa estimular a indústria de jogos eletrônicos no Brasil ao reduzir a tributação sobre os produtos e ainda regulamenta a fabricação, importação, comercialização e o desenvolvimento dos jogos eletrônicos. A prestação de serviços de entretenimento também será regulamentada, sendo livre a promoção de disputas envolvendo os usuários dos jogos eletrônicos e dos jogos de fantasia com a distribuição de prêmios. O problema é que, por movimentar bilhões de dólares por ano, essa indústria é um dos principais alvos de fraudes — motivadas pelo sistema de pagamento online.

Segundo o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian, os brasileiros sofreram 284.198 mil tentativas de fraude de identidade em janeiro de 2023, o que significa que a cada nove segundos um brasileiro é vítima dos fraudadores. Em comparação ao mesmo mês do ano passado, houve queda de 24,2% — sinal de que as empresas têm investido em segurança. Com o crescimento vertiginoso do mercado de e-Sports, a importância da verificação de identidade e a prevenção de fraudes se tornam cada vez mais essenciais, já que a integridade dos torneios e a segurança dos jogadores são fundamentais para o sucesso do setor.

Recentemente, a Sigma Eurásia 2023 premiou a Sumsub como o SaaS (Software como serviço) do ano em igaming. A plataforma de verificação que protege cada etapa da jornada do usuário foi reconhecida por suas soluções personalizáveis de KYC (conheça-seu-cliente), KYB (conheça-seu-negócio), PLD (prevenção à lavagem de dinheiro), monitoramento de transações e prevenção de fraude, possibilitando orquestrar o processo de verificação, receber clientes em todo o mundo, atender aos requisitos de conformidade, reduzir custos e proteger os negócios. Em parceria com a Casino Guru, a empresa lançou um curso online gratuito para que plataformas de jogos aprendam a integrar usuários dentro de requisitos KYC e PLD.

“À medida que o mercado de e-Sports cresce, as questões de segurança e a verificação de identidade se tornam críticas. É importante garantir que os jogadores sejam quem dizem ser e proteger os interesses dos patrocinadores, torneios e jogadores. A implementação de soluções de verificação de identidade eficazes ajuda a evitar fraudes e assegura a integridade desse segmento que ainda tem tanto a crescer”, diz Guilherme Terrengui, head de novos negócios da Sumsub no Brasil, América Latina e Ibéria.

Terrengui diz que as empresas que integram a indústria dos jogos eletrônicos têm acesso a algumas formas de endurecer o combate aos fraudadores. Uma delas é recorrer a tecnologias que permitem às empresas criar fluxos de trabalho de verificação de usuários adaptados a gatilhos e cenários de risco específicos. “Automatizar a verificação do usuário é simples. Tudo o que é exigido do cliente é configurar a lógica de verificação, que inclui a seleção de gatilhos como idade, sexo, país, dados KYC anteriores etc. Também é possível escolher as regras e ações apropriadas ao procedimento, tudo bastante customizado”.

O cenário brasileiro de e-Sports conta com equipes renomadas, como Furia, LOUD e MIBR, que têm incentivado a popularidade dos jogos no país. Além disso, o Brasil possui ligas estabelecidas na maioria dos principais títulos de e-Sports, como Rainbow Six, CS:GO, League of Legends, Wild Rift, Free Fire e Mobile Legends: Bang Bang.

Na opinião de Tony Petrov, diretor jurídico da Sumsub baseado no Brasil, é fundamental que as entidades governamentais e as associações de e-Sports trabalhem juntas para desenvolver estratégias eficazes de regulamentação e fiscalização do mercado, protegendo os interesses de jogadores, patrocinadores e investidores. Isso inclui a criação de leis específicas para o setor e a promoção de programas de educação e conscientização sobre a importância da segurança e da ética nos e-Sports.

“O mercado de e-Sports no Brasil possui um enorme potencial de crescimento, e a verificação de identidade e a prevenção de fraudes são aspectos fundamentais para garantir a segurança e a integridade desse segmento em expansão. Com a colaboração entre empresas, organizações e entidades governamentais, o Brasil pode se tornar uma referência global no mercado de e-Sports e continuar atraindo investimentos e talentos de todo o mundo”, afirma Petrov.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *