Mudanças no Programa Minha Casa, Minha Vida vão aquecer a economia brasileira

Mudanças no Programa Minha Casa, Minha Vida vão aquecer a economia brasileira

A construção civil, principalmente voltada para o mercado imobiliário, impacta outras 80 indústrias e gera efeito multiplicador na economia

As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida começaram a valer e o mercado da construção civil prevê aquecimento das vendas nos próximos meses. As mudanças incluem o aumento do teto para financiamentos, subsídio maior do FGTS e também a redução da taxa de juros de acordo com a renda do comprador e a localização do imóvel.

De acordo com a análise de representantes das construtoras, o impacto nas vendas deve ser positivo para os clientes de todas as faixas de renda. O engenheiro e CEO da Rottas Construtora, Paulo Rafael Folador, que também é diretor de habitação de interesse popular da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi) e da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) explica que, “com a ampliação do teto, novos empreendimentos devem surgir no mercado e com isso, as condições para os clientes tendem a melhorar. As famílias com renda menor sofrerão um impacto maior na redução dos juros, mas com o aumento do teto para financiamentos e as mudanças nas faixas de renda, o programa se torna acessível para um número maior de pessoas”.

O programa também deve estimular a criação de empregos no setor da construção civil, que é o que mais emprega no Brasil. Dados do Ministério do Trabalho mostram que, entre janeiro e abril de 2023, a construção civil abriu 121.789 vagas formais. No Paraná, apenas no primeiro trimestre de 2023, foram criados 5697 postos de trabalho. “A construção civil, principalmente quando voltada para o mercado imobiliário impacta outras 80 indústrias e isso tem um efeito multiplicador importantíssimo para a economia”, destaca Folador.

A Rottas Construtora, que atua no Paraná, nas cidades de Curitiba, Região Metropolitana, Londrina, Ponta Grossa, Caiobá, Guarapuava e Joinville, em Santa Catarina, deve lançar mais 4 empreendimentos para atender o programa Minha Casa, Minha Vida a partir de 2024. Só neste ano, ainda estão programados mais dois lançamentos de novos empreendimentos contratados pelo programa.

Confira as principais mudanças do programa Minha Casa, Minha Vida a partir de julho de 2023:

  1. Subsídio para famílias das faixas 1 (renda de até R$ 2.640) e faixa 2 (renda entre R$2.640,01 a R$4.400) agora, a depender da renda e da localização do imóvel, pode chegar a R$264 mil;
  2. Valor máximo do imóvel para as famílias da faixa 3 (renda entre R$4.401 e R$8 mil) sobre de R$264 mil para até R$350 mil);
  3. Redução dos juros para famílias com renda de até R$2 mil cai de 4,5% para 4% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e de 4,25% para 4% no Norte e Nordeste do país.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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