Endividamento empresarial é o maior dos últimos três anos

Endividamento empresarial é o maior dos últimos três anos

Crise deve trazer uma nova onda de recuperação judicial no próximo semestre

 Com um início de ano marcado pela recuperação judicial de gigantes como Americanas, Light, Oi, Grupo Petrópolis, Raiola, Nexpre e Avibrás, que juntas somam mais de R$ 100 bilhões, o Serasa Experian destacou que no primeiro semestre deste ano o número de recuperação judicial no Brasil alcançou a marca de 593 pedidos, 52,1% em relação ao mesmo período do ano passado e maior número dos últimos três anos.

Douglas Duek, especialista em reestruturação e recuperação judicial de empresas e CEO da Quist Investimentos – empresa que atua há mais de 10 anos com recuperação judicial no Brasil, explica que a tendência é que continue crescendo este número de recuperações, pois das muitas empresas que estão com problemas financeiros, nem todas adotaram as soluções necessárias. Algumas ainda estão na fase de  tentar negociar suas dívidas e boa parte ainda deve adotar a recuperação judicial, uma vez que, por exemplo, os juros ainda não cederam e muitas ainda estão aguardando a baixa deles.

“Por isso, ainda devemos ter um incremento expressivo até o final deste ano. Além disso, temos novas crises acontecendo, posso citar como exemplo a crise do agronegócio. Como o preço das commodities caíram bastante, principalmente de soja e milho, devemos esperar que no segundo semestre tenha uma nova onda de recuperação no agronegócio devido a esta queda bruta e rápida da soja e milho”, destaca.

O especialista diz que que esta somatória de R$ 100 bilhões vêm de setores diferentes e que cada setor tem motivos das suas dívidas serem grandes, como podemos observar em empresas sem capital próprio, como o varejo, no qual os juros acabam sendo uma dificuldade recorrente. Douglas salienta também que este número expressivo acaba endurecendo ainda mais as negociações com os bancos.

“Os bancos continuarão rígidos nas operações porque se normalmente 3% da carteira dos bancos trazem  problemas, eles acabam ficando tranquilos para renegociar, mas o cenário de hoje está bem acima disso. Se hoje se negocia e facilita para muitas empresas, vai representar grande parte da carteira, principalmente tendo em vista que o atual índice de endividamento é de  mais de 50% acima do ano anterior. Então os bancos precisam endurecer para receber o máximo possível. Imaginem que é igual a um cabo de força e cada um vai fazer a força para o seu lado. É por isso que a recuperação está sendo tão  adotada, pois a partir dela não precisamos pedir licença e nem o aval dos bancos. O que é necessário para uma recuperação judicial é mostrar a dificuldade da empresa para a justiça e usar os requisitos da lei para fazer o processo acontecer”, pontua.

O economista ressalta que é indispensável a procura por assessoria financeira com profissionais especializados para diagnóstico assertivo, pois a recuperação judicial não é recomendada para todos os casos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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