Ibovespa cai pelo 11º pregão consecutivo
Dólar sobe 0,43% e fecha cotado a R$ 4,987
O Ibovespa fechou em queda de 0,55% nesta terça-feira (15), aos 116.171 pontos. Esse foi o décimo primeiro pregão consecutivo de baixas, maior sequência desde desde a série de 11 perdas entre o final de janeiro e o começo de fevereiro de 1984. Apesar de a sequência chamar a atenção, ainda representa um declínio de menos de 5% e ocorre após alta de quase 20% nos quatro meses até o final de julho.
A causa principal da queda do índice veio de fora do País. Dados macroeconômicos publicado na véspera na China voltaram a frustrar. A alta anual da produção industrial de julho ficou em 3,4%, contra 4,4% do consenso, e as vendas do varejo no mesmo mês subiram 2,5% no ano, ante consenso de 4,5%.
Além da economia chinesa, a americana também trouxe frustração. As vendas de varejo nos Estados Unidos em julho subiram 0,7% na base mensal e 3,17% na anual, contra consensos de 0,4% e 1,5%. A economia mais aquecida nos Estados Unidos gera o temor de que o Federal Reserve possa ser obrigado a subir mais os juros. Os treasuries yields para dez anos ganharam 3,5 pontos-base, a 4,217%. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuaram, respectivamente, 1,02%, 1,16% e 1,14%. Pesou também nos EUA o comentário de que a agência de classificação de risco Fitch pode rebaixar a nota de crédito dos bancos americanos.
Dólar quase chega a R$ 5
A cautela no exterior pressionou o real, com o dólar ganhando 0,43% frente à moeda brasileira, sendo cotado a R$ 4,986 na compra e a R$ 4,987 na venda. A divisa norte-americana quase chegou a bater os R$ 5 durante o pregão.


