Gerações Z e Y são as que mais buscam por benefícios flexíveis no trabalho

Gerações Z e Y são as que mais buscam por benefícios flexíveis no trabalho

A Swile, startup centauro de benefícios flexíveis, lança o Anuário de Benefícios Corporativos 2023, feito em parceria com a Leme Consultoria e grandes empresas do mercado de Gente e Gestão, como Cia de Estágios, I Love My Job, Plure, Page Group e Vagas.com. Com base na participação de 1.044 empresas do País e dados de mais de 1 milhão de colaboradores, o material é uma das principais referências do segmento e traz informações inéditas sobre os pilares de inovação, tendência e consumo dos benefícios oferecidos no Brasil.

Os dados da pesquisa correspondem a 26 segmentos econômicos produtivos, com mapeamento de 16 tipos de benefícios corporativos e 13 boas práticas de Gente e Cultura (RH). Entre os destaques, estão as questões de bem-estar no trabalho e da flexibilidade, o que ressoa na busca por benefícios que atendem a esse formato. De acordo com o estudo, os profissionais que fazem parte das gerações Z (38%) e Y (34,8%) são os grupos que mais priorizam essa modalidade.

Segundo Bruno Montejorge, VP de marketing da Swile Brasil, essas gerações (Y e Z) têm uma predominância de demanda por flexibilidade no uso de benefícios porque são elas que, de fato, encontram usos alternativos para as concessões dessas vantagens que as empresas disponibilizam aos seus colaboradores. “Hoje, a flexibilidade é em si um benefício e não uma modalidade de concessão deste. Prova disso, é que podemos observar pelo Anuário que, quando as pessoas respondem a pesquisa como pessoa física, elas valorizam carreira, o reconhecimento da performance e a flexibilidade no uso de benefícios”, explica.

Outro ponto relevante que o executivo traz de insight – a partir do Anuário – é que chegou o momento de entender que a nova geração, que está entrando no mercado de trabalho, já vem com demandas que priorizam o bem-estar. “A flexibilidade já se tornou um desejo do trabalhador e um diferencial para as empresas que a oferecem. Com o novo cenário de mercado, assim que mais pessoas da geração Y e Z alcançarem as posições de maior influência nas organizações, este movimento deverá se intensificar.”

O momento único do RH

Há outras questões relevantes mostradas pela pesquisa, como o fato que, independentemente da predominância geracional, é possível observar que as preferências no ranking dos benefícios aparecem na mesma direção – tanto quando se fala das mais básicas, como a assistência médica e a alimentação, quanto em flexibilidade. “No estudo, vemos que, muitas vezes, no que diz respeito às boas práticas de RH, existe um desalinhamento entre o que as empresas oferecem e o que as pessoas valorizam. Os colaboradores anseiam por muita flexibilidade, mas eles também querem que as suas necessidades básicas sejam atendidas.”

O cuidado com os colaboradores é, cada vez mais, a prioridade das empresas. Esses benefícios são vistos, muitas vezes, como determinantes para a retenção dos talentos nas companhias. Segundo o Anuário, quanto menor a renda líquida do colaborador, mais determinante o benefício corporativo será para que uma pessoa escolha por uma vaga ao invés de outra. Por isso, o nível de prevalência de importância dos benefícios para pessoas colaboradoras é muito maior do que para outros níveis de cargos.

Entre as categorias mais valorizadas pelas organizações na hora de oferecer os benefícios aos colaboradores estão: vale-refeição (81,2%), assistência médica (81,1%), seguro de vida (67,1%), assistência odontológica (62,4%) e vale-alimentação (57,2%). E, neste cenário, a tecnologia entra para agregar aos líderes de RH. Para administrar essas demandas, é essencial ter soluções qualificadas que possibilitem a gestão de todos os benefícios de forma intuitiva, simplificando tarefas como o cadastro de novos colaboradores, a solicitação de cartões e a adição de saldo nas carteiras de benefícios.

“A flexibilidade nos benefícios permite que empregadores atendam às necessidades diversificadas de seus colaboradores, oferecendo uma série de vantagens que vão muito além da remuneração básica e dos ultrapassados benefícios tradicionais”, comenta Montejorge. “E a tecnologia oferece a possibilidade de acompanhar o padrão de consumo dos colaboradores, permitindo futuros ajustes no pacote de benefícios, conforme preferências identificadas”, complementa.

Outra vantagem para as empresas é que a Medida Provisória (MP) nº 1.173/23, que prorrogava a portabilidade e a interoperabilidade no âmbito do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) para 2024, deixou de ter efeito no final de agosto, sem ser convertida em lei.

“O novo Decreto nº 11.678/23 chega para começar a regular como a portabilidade deveria funcionar e, também, para trazer mais clareza no sentido de que os rebates disfarçados estavam proibidos e assim continuam no PAT”, explica Montejorge. “Com a ratificação da proibição pelo novo decreto e o fim das maneiras criadas pelas operadoras tradicionais para disfarçar o rebate, a expectativa é que haja ampla abertura de mercado, sem nenhuma prática criativa por parte dos incumbentes, como forma de burlar a lei. Dessa forma, cada vez mais, as companhias poderão oferecer benefícios que se encaixam de acordo com a prioridade de cada colaborador.”

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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