Em meio a um cenário de incertezas econômicas, fundos quantitativos neutros ao mercado se mostram uma opção com melhor risco-retorno

Em meio a um cenário de incertezas econômicas, fundos quantitativos neutros ao mercado se mostram uma opção com melhor risco-retorno

Investimento é  baseado em análises de dados e oferece descorrelação a cenários econômicos

O mundo vive um cenário de incertezas em meio à possibilidade de aumento da inflação global e em meio às diversas turbulências no cenário geopolítico mundial. Existem incertezas quanto ao caminho da economia americana que tem mantido as taxas de juros altas como meio de controle inflacionário, causando impactos globais. “Hoje, existem vários fatores geopolíticos que tendem a gerar insegurança. As pessoas tendem a ficar mais avessas ao risco no cenário atual e o mercado fica mais defensivo”, avalia Fernando Vieira Santos Filho, sócio da Quantique, gestora de fundos quantitativos. Mas em meio a tantas incertezas, qual é o caminho para investidores não ficarem expostos diretamente a certos cenários?

Uma das possibilidades com melhor risco-retorno em meio a esse cenário são os fundos quantitativos não direcionais, que utilizam algoritmos que processam e interpretam uma grande quantidade de dados alimentando modelos de análise (utilizando ciências exatas e tecnologias que incluem inteligência artificial e engenharia de dados, entre outras) a fim de encontrar as melhores oportunidades para a alocação de recursos e realização de investimentos. Esses modelos utilizam diversos tipos de dados procedentes de todo o mundo e contam com a supervisão em todas as etapas de profissionais especializados.

Segundo Fernando Santos a grande vantagem desse modelo é que ele permite verificar distorções e idiossincrasias em ativos, possibilitando encontrar potenciais retornos através da neutralização do risco direcional e diversificação do retorno não sistemático. “Qualquer movimento de preço de um ativo que não é explicado por nenhum dado ou fato concreto é uma distorção ou uma idiossincrasia, algo muito comum em um mercado não maduro como o brasileiro (em comparação a mercados desenvolvidos)”, explica ele.

Com isso, os fundos Quant, como são conhecidos, utilizam os mais variados dados como preços de ativos do mundo todo, balanços de empresas, resultados, estimativas de analistas, bancos e consultores sobre as performances de empresas e diversos fatores econômicos. Dessa maneira, visam trabalhar com o maior número possível de informações que possam interpretar comportamentos de preços.

“A Quantique não tenta prever o futuro. Analisamos milhares de relações entre ativos com base nas informações que temos em nosso extenso banco de dados proprietário. É diferente de realmente fazer uma aposta baseada no que a gente acha que vai acontecer com a economia no futuro ou de fazer previsões sobre direções macroeconômicas”, destaca o especialista.

Dessa forma, os fundos Quant agregam a carteira de qualquer investidor por proporcionar diversificação à carteira através de um portfólio não correlacionado com o mercado e sem viés direcional a qualquer classe de ativos. “Olhando para o portfólio, você não conseguiria dizer se o fundo Quant está mais otimista ou pessimista porque ele não está apostando em nenhum risco direcional que está relacionado a um sentimento de pessimismo ou otimismo”, afirma.

Fernando, por fim, aponta que, com carteiras diversificadas, os investidores possuem menos riscos direcionais, atrelados a uma mudança de juros ou a quedas na bolsa, passando a ter mais riscos relativos e geração de Alpha.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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