Veja como não cair no golpe do falso boleto

Veja como não cair no golpe do falso boleto

75% dos brasileiros preferem efetuar pagamentos por boletos

Apesar da existência de outros métodos de pagamento, como pix e cartões de crédito, o boleto ainda é o meio mais seguro de pagamentos. De acordo com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), 75% dos brasileiros ainda preferem efetuar pagamentos por boletos. Um estudo divulgado pela federação revelou também um dado preocupante: o crescimento de 45% dos golpes envolvendo boletos falsos no país. Especialistas afirmam que a informação é fundamental para evitar cair nesse tipo de armadilha e compreender tanto as medidas legais de precaução quanto os meios de recuperação diante de possíveis fraudes.

A advogada Gabriele Arantes, do grupo KSL Associados, esclarece que a prevenção é a melhor defesa e a informação desempenha um papel crucial nesse cenário. “Conferir os canais de emissão e envio do boleto, verificar os dados bancários do beneficiário e não efetuar pagamento quando o beneficiário for pessoa diversa da relação de consumo são cuidados essenciais”, orienta.

A legislação brasileira desempenha papel fundamental na salvaguarda dos consumidores, protegendo os dados pessoais e promovendo transações seguras. Em caso de golpe, Gabriele Arantes sugere uma ação conjunta: “Entrar em contato com a credora, registrar um Boletim de Ocorrência para instauração do inquérito policial e, por fim, ingressar com ação judicial para tentativa de recuperação dos valores”.

No que se refere à responsabilidade das instituições financeiras, estas são responsáveis de forma objetiva pelos danos causados por fraudes em transações bancárias, de acordo com o entendimento do STJ. É papel da credora orientar os clientes a não efetuarem pagamentos com informações diversas, a fim de prevenir esse tipo de fraude.

No contexto desse tipo de crime, a atuação da Polícia e do Poder Judiciário é crucial. A Polícia, ao investigar as evidências e ouvir as vítimas, desempenha um papel vital na localização e responsabilização dos infratores. Por sua vez, o Poder Judiciário atua para garantir a compensação dos danos sofridos pela vítima, mesmo que o infrator não seja encontrado.

“A consciência dos consumidores e a adoção de medidas preventivas emergem como pilares fundamentais para combater os boletos falsos e manter a segurança nas transações financeiras no país”, conclui Gabriele.

Crédito da foto: Google imagens

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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