Argentina tem 1.546 voos programados para o Brasil em janeiro

Argentina tem 1.546 voos programados para o Brasil em janeiro
Turista balança bandeira argentina no Sambódromo, no Rio de Janeiro.                                           Foto: Tânia Rêgo/Arquivo ABr

Número de argentinos no país este ano deve chegar a 2 milhões

A Argentina vai invadir o Brasil durante boa parte da sua alta temporada, em janeiro de 2024. Dados da malha aérea mostram que, para o primeiro mês do próximo ano, há 1.546 voos programados com destino ao nosso país e um total de 298,4 mil assentos disponibilizados. Entre setembro deste ano e janeiro próximo, o número de voos entre os dois países também terá crescido 58% em relação a outras épocas do ano. Isso graças a um acerto entre o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, e as companhias aéreas JetSmart, FlyBondi e Aerolineas Argentinas, feito ainda em outubro.

O número de turistas argentinos no Brasil está em crescimento. Um levantamento da Embratur mostra que de janeiro até o fim de dezembro deste ano, o país terá emitido um total de 2 milhões de turistas para o país, mais que o total de argentinos que vieram ao Brasil em 2019, ano pré-pandemia de Covid-19, que registrou 1,9 milhões de hermanos. Esse número também é mais que a metade do total de turistas internacionais que visitaram o país em 2022, que foi de 3,6 milhões.

O País de La Plata já é o principal emissor de turistas para o Brasil há muitos anos e, em 2022, o número de argentinos que buscaram destinos brasileiros foi de 1,03 milhão, o equivalente a 28% do receptivo total brasileiro. O segmento mais forte entre os vizinhos é o de sol e praia, natureza e cultura, e os cinco principais destinos são Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, sendo que a maioria dos argentinos entra no Brasil por via terrestre, pela fronteira.

Este ano, até outubro, o número de hermanos que entraram no Brasil por via terrestre foi de 902,7 mil. Outros 596,6 mil entraram de avião e a minoria entrou por via marítima ou fluvial: 56,3 mil e 45,4 mil, respectivamente. Os meses de maior visitação são justamente dezembro, janeiro e fevereiro, e o de menor visitação é junho.

Lazer e negócios

Em 2022, 83,4% dos argentinos vieram ao Brasil a lazer, 9,7% por outros motivos e 6,9% a negócios. Desses, 56,2% ficaram em hotéis, 25,4% em casa alugada e 10,1% em casa de amigos e parentes. No período, a permanência média dos visitantes no Brasil foi de 10,7 dias para os que vieram a lazer, 6,2 dias para os que vieram a negócios e 15,7 dias para os que vieram visitar parentes, por exemplo, ou por outras atividades.

Também em 2022, o gasto médio diário foi de US$ 71,84 para os turistas argentinos a negócios no Brasil, US$ 42,03 para os de lazer e US$ 26,01 para os que vieram ao país por outros motivos. A maioria dos hermanos que nos visitaram no ano passado, 55,8% eram homens. Os outros 44,2%, mulheres.

No rol das atividades turísticas prediletas dos argentinos no Brasil, além de sol e praia, natureza, aventura e cultura, entram ainda os resorts all inclusive, que permitem uma programação dos gastos a serem feitos durante a viagem. O aluguel de casas também é atrativo já que os nossos vizinhos viajam muito em família e ficar em um imóvel traz conforto e privacidade para os membros do grupo. Esse é o mercado com maior repetição de visitas ao Brasil e mais alto percentual de intenção de retorno.

 

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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