Dívida pública brasileira pode alcançar 92,4% em 2025

Dívida pública brasileira pode alcançar 92,4% em 2025

Economistas da seguradora de crédito Allianz Trade reavaliaram os principais fatores de risco no país

A Allianz Trade, maior seguradora de crédito comercial do mundo, atualizou recentemente a análise de risco do Brasil, realizada pelo time de economistas da Allianz Research, que considera fatores como: riscos econômicos, de ambiente de negócios, políticos, comerciais e de financiamento.

Para os economistas, a trajetória econômica do Brasil será moldada por uma combinação de fatores, tendo os gastos do consumidor como um dos principais impulsionadores do dinamismo econômico do Brasil, alimentados por uma forte base de consumidores e um mercado de trabalho relativamente apertado.

O documento lembra que os gastos reais do consumidor cresceram +1,1% no terceiro trimestre de 2023, apoiados por um aumento nas vendas de veículos automotores e pela queda das taxas de juros. No entanto, pondera que o potencial para pressões inflacionárias se aproxima em meio ao crescimento dos salários e à inflação persistente dos serviços.

“Depois de atingir 4,6% em 2023, espera-se que a inflação continue desacelerando gradualmente e convergindo para a meta de 3% até 2025. Como as pressões inflacionárias no Brasil diminuíram, o Banco Central do Brasil (BCB) iniciou um ciclo de flexibilização monetária em agosto de 2023. Esperamos que os cortes nas taxas de juros persistam até o segundo semestre de 2024, antes de uma pausa projetada em 9,75%”, afirmam os autores do estudo.

Consequentemente, os economistas estimam que o crescimento do PIB do Brasil atinja +2,0% em 2024. No médio prazo, espera-se que o crescimento seja, em média, de cerca de +2% de 2025 a 2028, com potencial para um viés de alta se o país mantiver o rumo das reformas significativas destinadas a aumentar a produtividade.

Principais riscos

A análise contextualiza ainda que em 2020 o Brasil enfrentou um grave desafio fiscal com seu maior déficit em quase duas décadas, atingindo -11,9% do PIB, em grande parte devido às medidas contra a Covid-19. Embora as condições fiscais tenham melhorado em 2021-2022, as políticas expansionistas do novo governo em 2023 levaram a um déficit projetado de 7,1% do PIB.

A dívida pública, que atingiu o pico de 96,0% em 2020, caiu para 85,3% em 2022, mas os economistas da Allianz Trade acreditam que ela aumente novamente para 92,4% em 2025. Para os especialistas, apesar da nova estrutura fiscal e da revisão das regras de gastos em 2023, persistem as preocupações com projeções otimistas de receita e possíveis gastos excessivos.

“Alcançar um orçamento equilibrado até 2024 é um desafio e a relação dívida pública/PIB deve chegar a 86% até 2028, o que representa riscos macroeconômicos, embora a dívida externa permaneça relativamente baixa. Os desafios incluem políticas expansionistas, otimismo na projeção da receita e o ônus da dívida pública”, finalizam.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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