Executivos do Paraná estão entre os que mais atuam no modelo presencial
Informações são da pesquisa Work Models and Leadership Demand 2025, da Evermonte Executive Search
Após analisar os modelos de trabalho de 18.358 executivos em todo o Brasil, a Evermonte Executive Search concluiu que o Paraná – ao lado de Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – é um dos estados em que esse nível de profissional mais atua de forma presencial. O dado faz parte da pesquisa Work Models and Leadership Demand 2025, que está sendo lançada em outubro pela empresa de recrutamento executivo com sede em Porto Alegre e escritórios em Florianópolis, Curitiba, São Paulo e Joinville.
Dentre os executivos analisados, 57,2% informaram trabalhar presencialmente, enquanto 34,4% atuam no formato híbrido e, 8,4%, de maneira remota. “Esses percentuais podem ser explicados, dentre outros motivos, pela robusta infraestrutura do Estado, que conta com uma rede de transporte eficiente e um trânsito relativamente mais estável em comparação com outras regiões”, explica o líder da operação da Evermonte em Curitiba, Augusto Fontoura. “Essa característica facilita o deslocamento e torna o trabalho presencial menos complexo do que em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, onde o modelo híbrido já é predominante entre os executivos”, complementa.
Outra razão que explica a ascendência do modelo presencial é a forte presença de indústrias de produção e manufatura, que dependem de uma presença mais constante em suas instalações físicas. “Nesses contextos, o trabalho presencial é essencial para o acompanhamento direto da operação e controle de qualidade, o que limita a aplicabilidade do home office (ao menos para algumas posições)”, ressalta a pesquisa da Evermonte.
Projeções para 2025
Além de mapear os principais modelos de trabalho dos executivos brasileiros, o estudo Work Models and Leadership Demand 2025 elencou as principais projeções acerca de contratações para 2025. Foram ouvidas mais de 200 companhias em todo o Brasil com o objetivo de estimar as áreas e os setores nos quais mais serão abertas novas posições executivas.
No que se refere às áreas, Vendas lidera o ranking, sendo apontada por 33,7% das empresas como foco para novas contratações. “Esse dado indica uma forte demanda por profissionais capazes de impulsionar o crescimento e a receita das companhias”, explica Fontoura. Na sequência, aparecem Operações (22,4%), Finanças (20%), RH (8,3%) e Tecnologia (6,3%).
Já em relação aos setores das contratações, o maior número de vagas executivas para 2025 estará na Indústria, apontada por 32,7% das companhias respondentes. Em seguida, aparecem Serviços (18%), Varejo (13,7%), Finanças (9,8%), Construção (8,8%), Agronegócio (6,3%) e Tecnologia (5,9%). A liderança do setor industrial, de acordo com o estudo, reflete a sua importância contínua para a economia brasileira, especialmente nas áreas de produção, manufatura e operações.


