Home Office ou Coworking: qual o modelo de trabalho ideal?

Home Office ou Coworking: qual o modelo de trabalho ideal?

Ambientes de trabalho flexíveis estão em alta e ditando as regras do novo mercado profissional

De acordo com o estudo global “Workforce 2024“, realizado pela consultoria Korn Ferry, dispor de um horário de trabalho flexível é um dos fatores principais para se aceitar um novo emprego, liderando com 38% as preferências dos profissionais. Essa busca por autonomia e flexibilidade tem impulsionado a reinvenção dos modelos tradicionais de trabalho, incluindo os espaços de coworking.

Para Daniel Moral, CEO e cofundador da Eureka Coworking, uma das principais redes globais do setor, “os espaços de trabalho compartilhados estão cada vez mais se adaptando a essa realidade, oferecendo opções e planos flexíveis para atender às necessidades dos profissionais modernos”.

Essa adaptação se reflete em números expressivos de crescimento do setor. Um levantamento do grupo de pesquisa Fortune Business Insights, por exemplo, revela que o mercado global de escritórios flexíveis atingiu US$ 35 bilhões em 2023 e deve alcançar a marca de mais de US$ 96 bilhões até 2030.

A pandemia acelerou a adoção de modelos como o home office e o coworking, consolidando-os como alternativas ao trabalho tradicional em escritórios. Se por um lado, trabalhar em casa oferece conforto e flexibilidade, por outro, a falta de estrutura e o isolamento social podem impactar a produtividade e o bem-estar. Já os espaços de coworking, antes associados à estrutura e ao networking, se reinventam para oferecer também a flexibilidade que os profissionais buscam. Mas afinal qual o melhor ambiente profissional?

Para ajudar na escolha do modelo ideal, o executivo destacou algumas diferenças. Confira a seguir:

Home office: sonho ou pesadelo para o profissional moderno?

Segundo o IBGE, 8,3% dos brasileiros já atuavam em home office em 2023, inaugurando uma nova era no mundo do trabalho. Essa modalidade, que permite estabelecer horários flexíveis e organizar a rotina sem longos deslocamentos, vem conquistando cada vez mais adeptos no país.

Além da liberdade, a economia com transporte, alimentação e outros custos tradicionalmente atrelados ao trabalho presencial também conta pontos a favor do trabalho remoto. Essa forma de trabalho é ideal para quem valoriza a autonomia, busca por concentração em meio ao silêncio e prefere trabalhar sem interrupções, em um ambiente frequentemente pet friendly.

No entanto, é preciso ter disciplina para evitar que o escritório em casa se torne um palco de distrações do dia a dia. “É fundamental criar uma rotina estruturada, com horários definidos, um espaço de trabalho adequado e limites claros entre a vida profissional e a pessoal. A falta de disciplina, de uma infraestrutura adequada e de oportunidades de networking pode comprometer não só o desempenho, mas também a saúde mental do profissional”, acrescenta o executivo.

Coworkings: a solução para os desafios do trabalho remoto?

Os coworkings, por sua vez, despontam como uma alternativa que busca conciliar as vantagens do trabalho remoto com a estrutura e a interação social de um escritório tradicional. E essa busca por espaços compartilhados tem se intensificado: o relatório Global Coworking Growth Study, realizado pelo portal Coworker junto da consultoria Coworking Resources, prevê que, em contraste com os números de 2020, quase 5 milhões de pessoas estarão trabalhando em espaços de coworking até o final do ano, um aumento de 158%.

Com uma estrutura completa, que inclui desde salas de reunião até espaços ergonômicos, essa modalidade é ideal para quem valoriza uma atmosfera colaborativa, oportunidades de networking e busca por um ambiente dinâmico e flexível mesmo em um espaço semelhante a um escritório. Para Moral, os coworkings são adaptáveis a diferentes perfis. “Qualquer profissional ou empresa pode aderir a esses espaços que oferecem contratos rápidos, de início imediato e  adequados à sua realidade”, afirma o executivo.

No entanto, mesmo com crescimento acelerado, os coworkings ainda enfrentam desafios como a falta de privacidade. A atmosfera colaborativa, embora estimulante para alguns, pode dificultar a concentração em tarefas que exigem mais foco ou confidencialidade em reuniões, tornando a reserva de salas privativas uma necessidade.

Outro fator a ser ponderado é o tempo de locomoção dos profissionais. A flexibilidade de horários, um dos principais atrativos do coworking, pode ser comprometida se o profissional enfrentar longos deslocamentos diários.

Diante de tantas variáveis, a escolha entre home office e coworking é individual e depende de uma série de fatores, como estilo de trabalho, personalidade, área de atuação e momento de carreira. “O importante é encontrar o modelo que proporcione o equilíbrio ideal entre bem-estar, produtividade e networking”, finaliza o executivo.

Crédito da foto: Eureka Coworking/Divulgação

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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