Fidelidade à marca cai e consumidor passa a priorizar conveniência e estratégia

Fidelidade à marca cai e consumidor passa a priorizar conveniência e estratégia

Movimento ocorre pelo orçamento enxuto das famílias brasileiras

Os brasileiros estão frequentando menos os pontos de venda (-0,4%), em contrapartida, aproveitando mais cada visita. É o que diz a nova edição da pesquisa Brand Footprint Brasil, elaborada pela Worldpanel by Numerator, que ouviu mais de 11 mil lares em sete regiões do país ao longo de 2024. O estudo também revelou que o número médio de unidades compradas por ocasião subiu 1,8%, e o tíquete médio por compra aumentou 4,3%. Para Leandro Rosadas, especialista em gestão de supermercados, o movimento acontece já que o comportamento de compra do consumidor brasileiro vem mudando nos últimos meses.

“A renda do brasileiro tem se tornado mais apertada, então sendo mais racionais na hora de gastar. Por isso, há um reflexo na forma de consumo por parte do público em relação às compras de supermercados. Hoje, vemos os consumidores sendo mais cautelosos e estratégicos. As compras por impulso diminuíram e os carrinhos passaram a ser compostos por produtos previamente definidos, seguindo a lista de compras à risca”, explica Leandro.

Não à toa, de acordo com a Brand Footprint Brasil, um novo perfil de consumidor vem sendo notado no país. O chamado consumidor “Net Zero” busca aliar desejo, conveniência e racionalidade. Com isso, há mais marcas nos carrinhos e menos fidelidade. Em 2024, o número médio de marcas por lar foi de 97, duas a mais que no ano anterior. Em relação às classes sociais, as classes AB adicionaram, em média, três novas marcas ao carrinho, e a classe C, uma.

Custo-benefício é o que importa

“Os brasileiros estão cada vez mais atentos ao custo-benefício. Prestam mais atenção nas ofertas especiais promovidas por diferentes redes supermercadistas, além de buscarem por produtos que juntam dois importantes fatores, a qualidade e o preço justo. Dessa forma, não se apegam mais à uma marca específica, dando mais atenção a como seus hábitos podem se refletir em seus bolsos, o que diminui a fidelidade em relação aos itens”, pontua Rosadas.

Ainda segundo o relatório, em categorias como biscoitos, snacks e refrigerantes, o consumidor tem mais chances de trocar de marca do que de canal. Já em relação aos biscoitos, por exemplo, a chance é 4,2 vezes maior. Pensando em produtos como creme dental e queijo, o consumidor tende a manter a marca, mesmo trocando o canal de compra.

“Atualmente, muitos brasileiros estão trocando diversos itens por opções mais econômicas ou até mesmo desapegando de marcas mais caras. Uma estratégia que vem ganhando força entre os consumidores do país é a escolha por marcas próprias de supermercados, que geralmente têm preço menor em relação a marcas tradicionais ou populares”, afirma o especialista em gestão de supermercados.

As escolhas inteligentes também foram apontadas no estudo Escolhas sob Pressão, realizado pela MindMiners, contando com mais de 2.000 entrevistados. Nele, 62% dos participantes revelaram que optam por marcas mais baratas em alimentos e 57% em beleza. Entre os itens que são considerados como prioritários estão o arroz (73%), o feijão (68%) e os ovos (65%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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