Halloween se consolida no calendário do varejo e amplia espaço ao lado da Black Friday

Halloween se consolida no calendário do varejo e amplia espaço ao lado da Black Friday

Influência de filmes, séries e redes sociais tem acelerado a procura por fantasias, decoração e experiências personalizadas

O Halloween está cada vez mais consolidado como uma das datas mais lucrativas para o comércio brasileiro. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), o varejo deve crescer cerca de 4% em 2025, mantendo o ritmo de recuperação da demanda interna. Em 2024, a entidade já havia estimado que o Halloween movimentou mais de R$ 3,7 bilhões, com alta de 15% a 20% sobre o ano anterior. Para 2025, o setor de festas e celebrações projeta novo avanço de dois dígitos, impulsionado pela expansão da data para todas as regiões do país e pelo fortalecimento do consumo de itens temáticos.

“É impressionante como a festa se firmou no calendário brasileiro. Observamos um crescimento médio próximo de 30% ao ano, impulsionado por consumidores cada vez mais engajados”, afirma Eduardo Cincinato, presidente da ABCasa, Associação Brasileira de Artigos para Casa que representa os segmentos de decoração, presentes e papelaria, utilidades domésticas, festas, flores permanentes e têxtil.

Categorias em alta

De acordo com Joel Konig, diretor da Brinquedos Pica-Pau, os destaques de vendas continuam sendo decoração, itens para festa e fantasias. Ele nota que a busca por criatividade é cada vez mais marcante:

“O público quer surpreender. As pessoas investem em ambientes temáticos, desde quintais até fachadas, e procuram elementos que permitam personalizar cada detalhe da celebração. Esse toque autoral tem sido um diferencial. As festas de Halloween estão se espalhando por todos os estados, chegando a municípios menores e atraindo novos perfis de consumidores, como famílias que antes não participavam da data. Essa expansão é visível ano a ano”, afirma Joel Konig.

Para Larissa Molina, supervisora de comunicação do Grupo Cromus, os bonecos com som e movimento, que chegam a dois metros de altura, continuam entre os produtos mais procurados.

“Os bonecos com som e movimento são perfeitos para lojas, shoppings, festas e condomínios. Além disso, vimos um aumento expressivo na procura por itens para trick or treat, como sacolas, cestas e decoração de portas, que tornam a brincadeira uma experiência completa. O que começou em escolas de inglês hoje acontece em escolas regulares, condomínios, parques de diversão e festas privadas. O Halloween se tornou um momento de convivência que une crianças, jovens e adultos”, destaca Larissa Molina.

Cultura pop e estilo de festa

A influência de filmes, séries e criadores de conteúdo é decisiva para esse crescimento. Konig observa que “o acesso facilitado a produções internacionais coloca o Halloween no imaginário coletivo, tornando a festa quase inevitável para quem acompanha cultura pop”.

Segundo Larissa, o visual clássico ainda domina, mas a personalização ganha força: “As cores laranja, preto e roxo seguem como favoritas, mas nossas linhas exclusivas, como a Disney com Mickey, Minnie e Stitch fantasiados, mostram que há espaço para versões mais criativas e familiares.”

Desafios e perspectivas

Konig aponta a concorrência como o maior desafio e explica que a empresa tem investido em inovação e parcerias estratégicas. Larissa complementa que a adaptação cultural ainda exige esforço em algumas regiões, mas a resistência diminui a cada ano.

Com o Halloween conquistando novos adeptos e inspirando ambientes cada vez mais elaborados, a expectativa é de crescimento contínuo. “Os grandes polos já aderiram, e regiões emergentes devem impulsionar ainda mais o mercado nos próximos anos”, projeta Larissa.

Para Cincinato, “ o Halloween deixou de ser apenas uma festa importada e tornou-se parte do calendário brasileiro, competindo com datas tradicionais como o Dia das Crianças e a Black, e abrindo oportunidades para negócios em todos os segmentos ligados à celebração.”

Crédito da foto: Celebra Show (ABCasa)

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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