Processos trabalhistas no Brasil: índice de conciliação foi de 20,59% nos últimos 12 meses

No Sul, índice de conciliação foi de 22,21% nos últimos 12 meses
De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), até fevereiro de 2026, a Justiça do Trabalho registrou 690.606 novas ações trabalhistas no Brasil. No mesmo período, foram realizadas 67.302 audiências conciliatórias. Considerando os últimos 12 meses, o índice de audiências foi de 65,28%, porém o índice de conciliação ficou em 20,59%.
A região Sul registrou 114.783 ações trabalhistas até o final de fevereiro de 2026. No mesmo período, foram realizadas 9.974 audiências conciliatórias. Considerando os últimos 12 meses, o índice de audiências foi de 59,77%, enquanto o índice de conciliação ficou em 22,21% – acima da média nacional. Segundo Lucas Pena, CEO da Pact, empresa especializada em redução de passivos judiciais corporativos, apesar do desempenho positivo em relação ao país, ainda há espaço para ganhos de eficiência na conversão das audiências em acordos efetivos.
“Para além da promoção das audiências conciliatórias, a mudança cultural dos litigantes e a adoção de metodologias negociais na composição seguem como desafios para uma justiça menos litigiosa. No Sul, os dados mostram um ambiente mais favorável à conciliação, mas que ainda pode evoluir em consistência e previsibilidade. O avanço agora está em estruturar melhor os processos de negociação para garantir que esse desempenho se sustente ao longo do tempo e contribua para a redução efetiva do estoque processual”, afirma o executivo.
Dados regionais
Ainda de acordo com o CNJ, até o final de fevereiro de 2026, os índices de conciliação dos últimos 12 meses entre os tribunais regionais mostram que o destaque foi do TRT12 (Santa Catarina), com 24,52%, seguido pelo TRT9 (Paraná), com 24,37%, e pelo TRT4 (Rio Grande do Sul), com 19,26%. Veja o detalhamento no gráfico abaixo.
Índice de Conciliação – Sul – até o final fevereiro de 2026
Índice de Conciliação – Brasil – até o final de fevereiro de 2026
“Com agenda, preparo e critérios objetivos, a conciliação entrega resultado mensurável. O avanço necessário agora é transformar o esforço institucional em efetividade consistente, consolidando a negociação como instrumento de redução de estoque, encurtamento de prazos e ampliação da segurança jurídica para trabalhadores e empresas”, conclui o executivo.








I enjoyed reading this—thanks for posting.