B3 lança Contratos de Eventos de IPCA e PIB e amplia oferta de instrumentos para negociação

Novos derivativos serão negociados por meio dos tickers PCA e PIB e permitem que investidores profissionais operem, de forma direta e simplificada, cenários para os indicadores de inflação e crescimento no Brasil
A B3, a bolsa do Brasil, inicia nesta segunda-feira, 29/06, a negociação de dois novos Contratos de Eventos ligados a indicadores-chave da economia: o IPCA, índice oficial de inflação; e o PIB, que mede a atividade econômica do país.
Os produtos, identificados respectivamente pelos tickers PCA e PIB, foram desenvolvidos para permitir que investidores negociem expectativas sobre inflação e crescimento de forma mais simples, direta e transparente, em ambiente regulado.
Os novos contratos foram autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) inicialmente para investidores profissionais (com mais de R$ 10 milhões alocados em ativos financeiros ou certificação técnica emitida pela autarquia).
No caso do contrato PCA, o investidor poderá se posicionar em relação ao comportamento do IPCA cheio, tendo como referência a variação mensal do índice. Já no contrato PIB, a negociação estará relacionada à expectativa para o crescimento da economia brasileira, com base na variação trimestral do Produto Interno Bruto.
Na prática, os produtos transformam expectativas macroeconômicas em posições de negociação, oferecendo uma alternativa mais direta em comparação a estratégias que exigem a combinação de diferentes ativos.
Os novos instrumentos ampliam as possibilidades para instituições financeiras, gestores, tesourarias e fundos, com aplicações como: estratégias direcionais sobre inflação e crescimento; proteção (hedge) relacionada a cenários macroeconômicos e operações táticas antes da divulgação de indicadores.
Eles complementam produtos já existentes na B3, como o Contato futuro de DI, voltado à negociação de expectativas de taxas de juros nominais, e o DAP, relacionado ao juro real. Mas, diferentemente desses instrumentos, os novos contratos de eventos permitem que o investidor negocie diretamente uma expectativa relacionada ao indicador econômico, sem necessidade de estruturar posições mais complexas a partir de outros ativos. Com isso, os contratos tendem a funcionar como um termômetro das expectativas do mercado para inflação e atividade econômica, variáveis acompanhadas de perto por investidores, empresas e formuladores de políticas públicas.
Como funcionam os Contratos de Evento
Os Contratos de Eventos são instrumentos derivativos vinculados a eventos com resultado objetivo e, no caso dos novos produtos, definidos a partir do comportamento de variáveis do mercado – por exemplo, o fechamento do dólar no dia. Nesses contratos, o investidor negocia a probabilidade de ocorrência do evento por meio do preço do contrato, que varia de R$ 0 a R$ 100. Hoje, a B3 já conta com derivativos financeiros para diferentes indicadores e moedas, como as Opções de Copom e os Contratos de Eventos referenciados no Ibovespa B3, Bitcoin e Dólar .
Embora sejam semelhantes às Opções tradicionais, os Contratos de Eventos se diferenciam pelo pagamento fixo em caso de exercício no vencimento, potencial de ganho conhecido no início da operação e risco limitado para compradores e vendedores, o que torna seu funcionamento mais simples.
A estrutura dos contratos segue regras comuns aos derivativos já negociados no ambiente regulado da B3, incluindo liquidação exclusivamente financeira, formação transparente de preço em tela, livro multilateral onde todos os investidores interagem entre si, garantia de contraparte para liquidação e parâmetros objetivos para verificação de resultados nos vencimentos.








