O que faz das toalhas produzidas no Brasil uma escolha estratégica para o consumidor?

O que faz das toalhas produzidas no Brasil uma escolha estratégica para o consumidor?

Qualidade da matéria-prima e o investimento em inovação tornam a compra de toalhas brasileiras cada vez mais assertiva

Quando o consumidor escolhe uma toalha produzida no Brasil, a decisão fortalece uma cadeia produtiva que emprega milhares de pessoas, incentiva a indústria nacional e impulsiona investimentos em tecnologia e aprimoramento dos processos produtivos. Em um momento de crescimento do setor, especialistas apontam que o país reúne diferenciais que tornam as toalhas brasileiras cada vez mais competitivas em relação aos produtos importados.

Os dados confirmam esse cenário. Segundo o IEMI (Inteligência de Mercado), a produção nacional de artigos de cama, mesa e banho alcançou mais de um bilhão de peças em 2024, alta de 4,6% em relação ao ano anterior. O consumo aparente chegou a 1,2 bilhão de unidades, um avanço de 15,7% desde 2019. A linha de banho respondeu por 31,8% da produção nacional nos últimos cinco anos e registrou crescimento de 53% de 2000 a 2024.

O bom desempenho acompanha o fortalecimento da indústria têxtil brasileira. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o setor faturou cerca de R$ 215 bilhões em 2024, aproximadamente 7% acima do registrado no ano anterior, sendo aproximadamente 60% desse valor proveniente do segmento de confecções, que inclui os produtos de cama, mesa e banho.

Mudança no comportamento de compra

O crescimento do mercado também acompanha uma mudança no comportamento de compra. Se antes a escolha era pautada principalmente pelo preço, hoje critérios como conforto, durabilidade, desempenho, composição da matéria-prima e procedência passaram a ter maior influência na decisão. Esse cenário incentiva as empresas brasileiras a investir continuamente em tecnologia, pesquisa e aperfeiçoamento dos produtos.

“Nos últimos anos percebemos um consumidor mais atento à procedência dos produtos e disposto a investir em qualidade. No segmento de casa, os produtos que garantem conforto, durabilidade e acabamento de qualidade influenciam diretamente na decisão de compra. Assim, a produção nacional ganha protagonismo pois consegue reunir diferenciais importantes, como agilidade no desenvolvimento, controle dos processos produtivos e capacidade de acompanhar rapidamente as tendências do mercado”, explica Rafael Berwanger, diretor comercial e de marketing da Appel Home.

Outro diferencial da indústria brasileira está na estrutura de sua cadeia produtiva. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de algodão e reúne todas as etapas da fabricação, desde a produção da fibra, passando pela fiação, tecelagem, tinturaria e acabamento, até a confecção do produto final. Essa integração proporciona maior rastreabilidade, controle em todas as fases da produção e agilidade no desenvolvimento de novas coleções, além de favorecer investimentos constantes em tecnologias têxteis e matérias-primas de alto desempenho.

Para quem está diante da prateleira, alguns aspectos técnicos podem ajudar a identificar uma toalha de maior qualidade. Entre eles estão a composição do tecido, a gramatura, o tipo de fio empregado e o acabamento, fatores que influenciam diretamente o conforto, a absorção e a durabilidade do produto.

“Maciez e absorção são características percebidas logo no primeiro uso, mas são resultado de uma combinação de fatores técnicos. A escolha da fibra de algodão, a construção do tecido e os processos de beneficiamento determinam o desempenho da toalha ao longo do tempo. A indústria brasileira evoluiu significativamente nesses aspectos e hoje consegue entregar produtos que aliam conforto, resistência e alta performance”, explica Rúbia Becker, gerente de Produto da Appel Home.

Evolução da indústria

A evolução da indústria brasileira também pode ser observada na trajetória de empresas que ajudaram a consolidar o país como referência no setor têxtil. É o caso da Appel Home, fundada em 1975, em Brusque (SC), município reconhecido nacionalmente pela força da indústria têxtil. Ao longo de cinco décadas, a empresa investiu na modernização de processos, no desenvolvimento de produtos e na ampliação de seu portfólio, acompanhando a evolução tecnológica do segmento de cama, mesa e banho.

“A competitividade da indústria brasileira é construída diariamente por meio de investimentos em pessoas, tecnologia e inovação. Empresas instaladas em polos como Brusque ajudam a manter uma cadeia produtiva completa, gerando empregos, desenvolvendo conhecimento técnico e agregando valor a uma matéria-prima reconhecida mundialmente. Quando o consumidor escolhe um produto fabricado no Brasil, ele fortalece todo esse ecossistema e contribui para que a indústria continue investindo em pesquisa, modernização e desenvolvimento”, argumenta Rafael Appel, presidente da empresa.

Crédito da foto: Magnific

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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