Mesmo com orçamento apertado, 8 em cada 10 brasileiros acreditam que estarão financeiramente melhor em um ano

Levantamento mostra que, apesar das dificuldades para equilibrar as contas e formar uma reserva financeira, a maioria mantém uma visão positiva sobre o futuro financeiro
Embora a realidade financeira ainda seja desafiadora para grande parte da população, o otimismo segue predominando entre os brasileiros. Pesquisa realizada pela SuperSim, fintech especializada em crédito pessoal e inclusão financeira, mostra que 74% dos entrevistados vivem no limite do orçamento ou conseguem apenas pagar as despesas do mês, sem conseguir poupar. Ainda assim, 81% acreditam que estarão em uma condição financeira melhor daqui a um ano.
O levantamento ouviu 1.206 pessoas da base da SuperSim de todas as regiões do país, com idade média de 43,6 anos. A amostra foi composta por 52% de mulheres e 48% de homens, com maior concentração de respondentes nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul, Ceará e Goiás. Pesquisas anteriores conduzidas pela fintech indicam que seu público é formado majoritariamente por consumidores das classes C e D, segmento mais exposto às pressões do orçamento e às dificuldades para acumular patrimônio.
Os resultados sugerem que, apesar das limitações financeiras, cresce a preocupação com a construção de uma situação econômica mais estável. Entre as principais prioridades apontadas pelos entrevistados estão aumentar a renda e formar uma reserva financeira, ambas à frente da quitação de dívidas. O dado indica que a atenção dos brasileiros vai além da resolução de problemas imediatos e passa a contemplar objetivos ligados à segurança financeira e à preparação para imprevistos.
Para Gabriel Coutinho, diretor de Marketing da SuperSim, esse movimento reflete uma postura mais estratégica diante da gestão das finanças pessoais.
“Mesmo diante de um orçamento apertado, as pessoas estão olhando além das dificuldades imediatas. Existe uma preocupação maior em aumentar a renda, criar uma reserva financeira e construir mais estabilidade. Isso demonstra que o brasileiro não quer apenas resolver um problema do presente, mas criar condições para ter mais tranquilidade no futuro”, comenta Coutinho.
A pesquisa também mostra que essa visão se reflete na forma como o crédito é utilizado. Entre os entrevistados, 38% afirmam recorrer a empréstimos para lidar com emergências, enquanto outros utilizam o recurso para quitar dívidas ou reorganizar o orçamento. Na prática, o crédito aparece mais como instrumento de proteção financeira do que como estímulo ao consumo.
Segundo Coutinho, esse comportamento evidencia uma relação mais consciente com esse tipo de recurso. “Quem vive no limite do orçamento sabe que imprevistos fazem parte da realidade. Nesses momentos, o crédito pode ser uma ferramenta importante para reorganizar as finanças e dar fôlego ao orçamento, desde que seja contratado de forma responsável, com parcelas compatíveis com a capacidade de pagamento e uma finalidade bem definida. O crédito faz sentido quando ajuda a recuperar o equilíbrio financeiro, e não quando amplia o endividamento”, observa.
Objetivos
O desejo de fortalecer a situação patrimonial também aparece entre as metas de médio e longo prazo. Formar uma reserva financeira, conquistar a casa própria e abrir um negócio estão entre os objetivos mais mencionados pelos participantes, superando a intenção de comprar um veículo.
Na avaliação da SuperSim, os resultados reforçam uma transformação gradual na relação dos brasileiros com o dinheiro. Mais do que recorrer ao crédito em momentos de necessidade, cresce a percepção de que ele pode integrar uma estratégia de organização financeira quando utilizado de forma planejada e compatível com a capacidade de pagamento. “Em um cenário de orçamento pressionado, oferecer acesso responsável ao crédito significa ajudar as pessoas a encontrarem caminhos para lidar com necessidades reais sem comprometer sua saúde financeira. A combinação entre tecnologia, informação e soluções adequadas pode contribuir para uma relação mais equilibrada com o dinheiro”, conclui Gabriel Coutinho.








