STF retoma julgamento sobre pagamento de perdas inflacionárias de planos econômicos

STF retoma julgamento sobre pagamento de perdas inflacionárias de planos econômicos

Mais de 200 mil poupadores com direito a indenizações de planos econômicos podem ficar sem receber, alerta Febrapo

O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia o julgamento nessa sexta-feira (14), em plenário virtual, de petições de entidades representantes dos poupadores solicitando que os bancos paguem os poupadores que tiveram perdas inflacionárias durante os planos econômicos das décadas de 80 e 90, mesmo que não tenha uma manifestação formal de interesse por parte dos poupadores.

O caso tem como pano de fundo a ADPF nº 165, na qual o STF já havia proferido decisão de mérito em acórdão publicado em 10 de junho de 2025. Naquela ocasião, sob relatoria do ministro Cristiano Zanin, a Corte reafirmou a homologação do Acordo Coletivo firmado entre bancos e poupadores para o ressarcimento dos chamados expurgos inflacionários da poupança, determinando sua aplicação a todos os processos que discutem o tema. O acórdão também agregou à decisão a premissa da constitucionalidade dos planos econômicos, encerrando essa controvérsia, e fixou um prazo de 24 meses para que novos poupadores pudessem aderir ao acordo.

É justamente a interpretação desse prazo e da exigência de adesão que está no centro da nova disputa levada agora ao Supremo. Os bancos têm defendido que a homologação do acordo não dispensa a adesão formal e expressa de cada poupador. Segundo estimativa da Frente Brasileira Pelos Poupadores (Febrapo), mais de 200 mil pessoas ainda precisam receber os valores.

A Febrapo afirma que as instituições financeiras não terão capacidade operacional na tarefa de localizar e pagar os poupadores nesse período. Pelo acordo coletivo firmado em 2017, os bancos deveriam rastrear e entrar em contato com os poupadores para garantir o pagamento.

“É inaceitável que um acordo, que já prevê um deságio significativo e é, por essência, altamente benéfico aos bancos, seja descumprido de forma tão vergonhosa e não pague a todos os poupadores e seus herdeiros que sofrem as consequências de planos econômicos e que esperaram 20, 30 anos para serem ressarcidos”, salienta Ana Seleme, Diretora Executiva da Febrapo.

“Nossas inúmeras reuniões com a Febraban e representantes bancários demonstram um desinteresse evidente em resolver com celeridade as legítimas demandas dos poupadores, que são a parte mais vulnerável desta equação.”

A Febrapo aponta uma queda progressiva no valor de pagamento projetado pelos bancos — dos R$ 180 bilhões anunciados pela Febraban no início dos processos judiciais, para os R$ 12 bilhões calculados hoje, dos quais apenas R$ 5,9 bilhões foram efetivamente pagos em 8 anos de acordo. A entidade argumenta ser inviável pagar o restante (R$ 6,1 bilhões) nos 10 meses que restam do prazo. Atualmente são fechados apenas 5 mil acordos por mês. O ritmo teria que ser de mais de 18 mil acordos por mês.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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