Gigantes da tecnologia perdem 60% do mercado de IA para instituições financeiras

Gigantes da tecnologia perdem 60% do mercado de IA para instituições financeiras

Fatia da Microsoft neste mercado caiu de 37% registrados no início de 2024 para apenas 18% no último trimestre

A Evident, ranking global que mede o nível de maturidade na adoção de inteligência artificial por empresas do setor financeiro, identificou que gigantes de tecnologia já perderam hegemonia no mercado de IA. A informação está no relatório do segundo trimestre de 2026 divulgado pela plataforma em 28 de agosto. Empresas menores, com alto nível de segmentação, fornecem 60% das ferramentas de IA usadas atualmente por bancos, corretoras, meios de pagamento e fintechs, entre outros, enquanto a fatia da Microsoft neste mercado caiu quase pela metade, de 37% registrados no início de 2024 para apenas 18% nesse trimestre.

Especialista em estruturação de operações financeiro-tecnológicas, a advogada Jéssica Mota explica que a tendência é esse índice aumentar. “Para atividades reguladas como o mercado financeiro, o uso de IA generalista tem gargalos relevantes, e as empresas vêm chegando a essa conclusão de forma empírica”, comenta. “É natural que empresas do próprio setor financeiro desenvolvam infraestruturas tecnológicas de IA para uso próprio e para outros usuários, já que sabem onde a tecnologia precisará ser aplicada”, explica.

Além da perda de mercado por gigantes da tecnologia como a Microsoft, o estudo da Evident identificou uma fatia abocanhada pela Mastercard neste setor, que agora está entre as três principais desenvolvedoras de IA, impulsionada por seu portfólio crescente e parcerias com bancos de várias regiões. “A expertise da Mastercard com o dia a dia relacionado a créditos e pagamentos teve mais relevância e assertividade do que a experiência da Microsoft no desenvolvimento de tecnologias”, avalia Mota.

No Brasil, existem oportunidades para que empresas saiam na frente de financeiras mundiais. “O avanço da Mastercard globalmente se justifica porque em todo o mundo é o cartão de crédito, produto central da empresa, o principal meio de pagamento. No Brasil, com o píx e Open Finance, fica mais difícil para as estrangeiras acertarem no detalhe, abrindo muitas oportunidades para as nacionais”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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