Pequenas e médias empresas podem captar recursos na bolsa para crescer

Pequenas e médias empresas podem captar recursos na bolsa para crescer

Mercado de capitais é alternativa para companhias de menor porte que buscam diversificar suas fontes de financiamento

Empresas com faturamento bruto de até R$ 500 milhões contam com um caminho mais simples para acessar investidores e captar recursos no mercado de capitais. Em vigor desde março deste ano, o Regime Fácil reduz exigências regulatórias e amplia as alternativas de financiamento para negócios em expansão, oferecendo uma opção complementar ao crédito bancário tradicional.

Para crescer, empresas costumam recorrer a recursos próprios, crédito bancário, linhas de incentivo público ou investidores estratégicos. Agora, o mercado de capitais se consolida como mais uma alternativa para companhias de menor porte que buscam diversificar suas fontes de financiamento e reduzir a dependência de empréstimos tradicionais.

No cenário atual, o mercado de capitais vem ampliando as opções de captação de recursos para empresas de menor porte, oferecendo alternativas diversificadas e acessíveis, em um movimento reforçado por iniciativas regulatórias como o regime Fácil (Facilitação do Acesso a Capital e de Incentivos a Listagens).

“Ao reduzir exigências e simplificar processos, o regime Fácil democratiza o acesso das empresas de menor porte ao mercado de capitais, ampliando o alcance a investidores e permitindo captações com menor custo, menos burocracia e maior flexibilidade na escolha dos instrumentos. Com isso, fortalece também a diversificação das fontes de financiamento para empresas em crescimento”, comenta Leonardo Resende, superintendente de Relacionamento com Empresas e Estruturadores de Ofertas da B3.

Na B3, via Regime Fácil, a captação de recursos pode ocorrer por meio de emissão de títulos de renda fixa ou pela emissão de ações, no mercado de renda variável.

Na renda fixa, a empresa emite títulos de dívida, nos quais o investidor atua como credor. Ou seja, ele empresta recursos à empresa e recebe em troca juros previamente acordados. As empresas registradas no Regime Fácil já podem emitir debêntures, que são títulos emitidos por sociedades anônimas para financiar projetos ou reestruturar dívidas, ou notas comerciais, que são instrumentos de curto prazo utilizados para necessidades imediatas de caixa.

Já na renda variável, a empresa emite títulos de propriedade, ou ações, e o investidor se torna sócio do negócio. Nesta modalidade, a empresa pode realizar uma oferta tradicional, sem limite de captação, ou uma oferta direta, criada especialmente para o Regime Fácil, que limita a captação a R$ 300 milhões por ano.

Com o Regime Fácil, a empresa pode:

  • Emitir ações para atrair novos sócios investidores;
  • Emitir debêntures para financiar projetos de expansão;
  • Emitir notas comerciais para necessidades de caixa de curto prazo;
  • Acessar investidores de todo o país por meio da infraestrutura da B3.

Vantagens de aderir ao Regime Fácil na B3

A B3 oferece infraestrutura de mercado sólida e robusta para viabilizar o Regime Fácil, com conexão estabelecida com todas as corretoras, além de uma base completa, formada por milhões de investidores institucionais, individuais, nacionais e estrangeiros.

Os clientes da B3 também podem se beneficiar de ampla rede de parceiros consolidados e com grande expertise de mercado para facilitar o acesso das companhias ao mercado de capitais e oferecer orientação especializada em todas as etapas do processo de listagem, incluindo assessores jurídicos, financeiros, escrituradores, associações e estruturadores de ofertas.

“Seja para ações ou títulos de dívida, as negociações das empresas do Fácil acontecem exatamente no mesmo ambiente das grandes companhias brasileiras, conectadas a investidores de todo o país por meio da nossa infraestrutura, um ambiente regulado, com tecnologia robusta e alto nível de segurança para negociação em tempo real”, comenta Flavia Mouta, diretora de Listagem e Relacionamento na B3.

A B3 reúne, em um único ambiente, as principais formas de captação, produtos e oportunidades para financiar e desenvolver empresas de todos os portes. Com mais de 400 companhias listadas, oferece um ecossistema consolidado, variedade de soluções, além de consultoria, apoio regulatório, suporte personalizado e capacitação ao longo de toda a jornada no mercado de capitais.

Com a iniciativa, empresas de menor porte passam a ter acesso a instrumentos tradicionalmente utilizados por grandes companhias, ampliando suas possibilidades de financiamento e acelerando projetos de crescimento, inovação e expansão.

Para apoiar as empresas interessadas, a B3 lançou um guia com informações detalhadas sobre regras, modalidades de oferta e etapas do processo de listagem, disponível em B3 | Guia Fácil.

Mais informações sobre o Fácil na B3: Fácil – Content B3

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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