Fundos avançam na carteira dos brasileiros

Fundos avançam na carteira dos brasileiros

Levantamento da Anbima mostra que o produto tem ganhado relevância entre os investidores, com participação crescendo de 9% para 14% em cinco anos

O conhecimento sobre produtos financeiros e a diversificação das carteiras cresceram nos últimos cinco anos. Segundo a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, estudo da Anbima em parceria com o Datafolha, a presença dos fundos de investimento nas carteiras dos investidores passou de 9% para 14% entre 2021 e 2025, enquanto a da poupança caiu de 75% para 61%, embora permaneça como a principal aplicação financeira.

O avanço reflete uma mudança gradual no comportamento do investidor, que passa a considerar alternativas além dos produtos mais tradicionais. Mas investir em fundos também exige entender como essa estrutura funciona. Conhecer os agentes envolvidos e suas responsabilidades ajuda o investidor a avaliar melhor o produto e a investir com mais confiança.

“Quando o investidor entende a estrutura de um fundo, percebe que não está sozinho na tomada de decisões. Há profissionais especializados responsáveis pela gestão, administração e escolhados ativos. Esse conhecimento traz mais segurança e tranquilidade na hora de investir”, afirma Soraia Barros, gerente-executiva de Fundos de Investimento da Anbima.

Um fundo reúne recursos de diversos cotistas em uma carteira coletiva, gerida de acordo com uma política de investimento definida em regulamento. Para garantir seu funcionamento, diferentes agentes assumem responsabilidades específicas, como administrador, gestor e custodiante.

O administrador é responsável por coordenar aspectos operacionais do fundo e assegurar a prestação de informações aos investidores e aos órgãos reguladores. Embora não tome as decisões de investimento, exerce um papel central na governança do produto.

Decisões de investimento

As decisões de investimento ficam a cargo do gestor, que define onde os recursos serão alocados de acordo com a estratégia e os objetivos do fundo. Seu trabalho inclui selecionar os ativos da carteira, monitorar o mercado e ajustar as posições conforme as mudanças do cenário econômico, sempre respeitando a política de investimento do produto.

Já o custodiante é responsável pela guarda e pelo controle dos ativos da carteira, garantindo o registro e a movimentação dos investimentos realizados pelo fundo. Sua atuação contribui para a segurança operacional e a transparência do produto, funcionando como uma camada adicional de acompanhamento sobre o patrimônio dos cotistas.

A separação dessas funções cria diferentes camadas de controle e governança. “Isso não elimina os riscos do investimento, mas ajuda a garantir que cada participante atue dentro de suas responsabilidades, trazendo mais transparência e segurança para o funcionamento do fundo”, conclui Soraia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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