Crescimento de delivery de comida traz novos desafios ao setor

Crescimento de delivery de comida traz novos desafios ao setor

Um dos maiores problemas é fazer o prato chegar na casa do consumidor tão apetitoso e atrativo quanto no estabelecimento

O Brasil é o quarto maior mercado do mundo em consumo de delivery de comida. Segundo o Statista Market Forecast, o setor faturou US$ 21 bilhões em 2025 e já faz parte da rotina de 88% dos consumidores brasileiros. A projeção da consultoria é que, até 2030, o delivery alimentício no país movimente US$ 29,5 bilhões.

Esses números refletem uma mudança profunda no comportamento do consumidor que, especialmente após a pandemia, consolidou o hábito de pedir refeições em casa. Para acompanhar essa demanda, os estabelecimentos precisaram investir  em experiência do cliente, o que envolve desde uma logística de entrega rápida até embalagens capazes de conservar a temperatura e a qualidade do produto.

“Manter a qualidade virou o grande desafio do segmento. As embalagens de papel podem rasgar com o peso, a umidade e a gordura. Nem mesmo as de papelão conseguem reter a temperatura por muito tempo”, explica o CEO da Bagin, Luís Fernando Oliveira.

O que parece um detalhe pode, na verdade, destruir a fidelização. De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), mais da metade dos consumidores (51%) deixa de comprar em um estabelecimento se tiver problemas com a embalagem.

De olho nesse mercado, Luís Fernando e o também sócio-fundador Roberto Lisboa decidiram pesquisar a fundo o setor, chegando a ir à China para conhecer as tecnologias mais avançadas em sacolas térmicas. “Vimos que não havia produção desse tipo de embalagem no Brasil. Além disso, para os restaurantes, nem sempre era viável importá-las com a marca personalizada”, relembra Roberto.

Dessa lacuna nasceu a Bagin, a primeira indústria brasileira focada na produção de embalagens térmicas e reutilizáveis. Com início das operações previsto para novembro, em Goiânia, o parque industrial recebeu um investimento inicial de mais de R$ 10 milhões.

Embora o maquinário de produção venha da China, o grande diferencial da fábrica está na tecnologia de impressão desenvolvida pela própria Bagin. Essa inovação vai permitir a personalização das sacolas a um custo acessível para restaurantes, deliverys, franquias e eventos.

“Com a produção local, eliminamos o tempo de espera e os impostos de importação. Também viabilizamos o marketing dos estabelecimentos, permitindo a impressão personalizada em tiragens menores, a partir de três mil unidades”, destaca Luís Fernando.

Ecossistema para o empreendedor

A sacola térmica é apenas o começo da entrega da Bagin. Anunciada no dia 5 de outubro — Dia Nacional do Empreendedor —, a iniciativa conta com a sociedade da agência OPIS Publicidade e Negócios. A agência entra no negócio para resolver outros grandes gargalos do food service: a gestão, a educação profissional e o marketing.

“A nossa bag térmica se tornou algo muito maior do que uma embalagem. Ela é a porta de entrada para um ecossistema de desenvolvimento de cada estabelecimento”, explica a empresária Aline Gabriela, sócia do negócio.

Ao adquirir as sacolas, os estabelecimentos ganham acesso a uma plataforma de educação online voltada para o setor, a Bagin Startex, e poderão compartilhar suas histórias no BaginCast, nosso podcast. A marca também vai estruturar grupos de networking entre os clientes para troca de experiências e gerar novos negócios.

“Trazemos a experiência de 13 anos da agência. Percebemos que, para uma campanha de marketing dar certo, é preciso mergulhar na rotina e nas dores do empreendedor para ajudá-lo a evoluir. E um dos seus maiores desafios é a gestão”, complementa o empresário e sócio Paulo Maurício.

Outra inovação da Bagin será um sistema de cashback desenhado para estimular os consumidores finais a postarem fotos das sacolas personalizadas em suas redes sociais, já batizado como BaginMania. “Dessa forma, amplificamos o alcance das sacolas. A entrega não termina quando o pedido sai da loja; a marca continua sendo propagada e o relacionamento com o cliente final é fortalecido”, finaliza o publicitário e sócio Samuel Barros.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *