Sete pecados capitais na hora de investir

investimentoSem cultura de investimento a longo prazo e pouco a vontade no universo das finanças, a pessoa física brasileira enfrenta uma série de armadilhas na hora da tomada de decisão. Para Aline Rabelo, coordenadora do Investmania, esta situação ocorre devido a pouca ênfase em educação financeira e ao conservadorismo excessivo, enraizado após décadas de instabilidade econômica e inflação galopante. “Estes fatores estão levando o investidor a lidar com seu orçamento como fazia há décadas atrás”, lamenta a executiva. Segundo Aline, mesmo com a queda das taxas de juros e as alterações nas regras de remuneração da poupança, a tradicional caderneta ainda é considerada, por muitos brasileiros, o porto seguro de suas economias. “Dados divulgados pelo Banco Central revelam que no acumulado do primeiro quadrimestre deste ano, a captação líquida da poupança chegou a R$ 13,197 bilhões, mais do que o dobro do antigo recorde, alcançado em 2010 (R$ 5,942 bilhões)”, informa.

E no mercado de renda variável a pessoa física é cada vez mais uma raridade. Conforme apuração da BM&FBovespa, em abril apenas 15,05% dos investimentos em ações na Bolsa de Valores de São Paulo foram realizados por este público, incluindo os investidores individuais (14,41%) e clubes de investimento (0,64%). “A baixa valorização do Ibovespa e os reflexos da crise externa vêm afugentando muitos investidores. Nesse sentido, é importante a pessoa física olhar para as companhias listadas em bolsa, mas que estão fora do índice, e buscar a compra dos ativos daquelas que estão, sim, conquistando bons resultados financeiros”, recomenda.

Além das razões já enumeradas, alguns comportamentos intrínsecos ao investidor também podem levá-lo a tomar decisões equivocadas ou amargar prejuízos em suas finanças.  Vamos conhecer agora os sete pecados capitais cometidos por muitos na hora de investir, armadilhas perigosas para aqueles que desejam realmente formar um fundo de reserva para o futuro:

Luxúria: apego demasiado ao presente e aos prazeres da vida. “A visão de curto prazo reduz as opções de diversificação da carteira e, consequentemente, a rentabilidade que o investidor poderia obter se escolhesse produtos com prazos mais longos”, alerta Aline;

Gula: desejar que a rentabilidade cresça de forma exorbitante, independentemente do cenário econômico. “O investidor brasileiro deve compreender que todos os investimentos, sejam títulos do governo, ações ou fundos, são suscetíveis ao vai e vem do mercado e às influências do que acontece no cenário externo”;

Avareza: apego exagerado ao dinheiro. “O apego demasiado vem do conservadorismo e pode acarretar uma aversão ao risco, necessário para a conquista de uma rentabilidade mais competitiva na atualidade”, observa a executiva;

Ira: o sentimento de ira pode surgir de perdas passadas. Segundo a Coordenadora do Investmania, este sentimento é muito comum em pessoas que já investiram em ações, por exemplo, não mensuraram adequadamente os riscos e acumularam prejuízos irreversíveis. “Quem nunca ouviu de um amigo ou alguém próximo algum depoimento negativo sobre o mercado de renda variável? Mas não se deixe influenciar, conhecendo profundamente os fundamentos das empresas nas quais se pretende investir, é possível mitigar riscos”, aconselha;
Soberba: ”Meu investimento é o melhor, e pronto!”. O investidor consciente e assertivo é aquele que está aberto às novas possibilidades que o mercado oferece. Por que não comprar títulos públicos ou ETFs? Relativamente novos no Brasil, estes produtos podem ser boas opções até para quem tem objetivos atrelados à aposentadoria;

Vaidade: investir em determinado ativo para conquistar a admiração do outro. Para Aline, o investidor não deve seguir as escolhas alheias ou modismos. “Monte a sua carteira respeitando o seu perfil, seu apetite por riscos e objetivo”;

Preguiça: negligência no momento de escolher o seu investimento. Neste ponto, Aline é enfática. Quem quer investir bem, não pode ter preguiça de buscar informação. Basta procurar fontes e canais confiáveis. E a internet pode ajudar. O Investmania, por exemplo, é uma rede social que promove a interação tanto de investidores iniciantes, como experientes, ou simples interessados neste universo, com especialistas de diversas áreas, como analistas fundamentalistas e gráficos e profissionais do mundo jurídico, de instituições financeiras e de empresas de capital aberto. “A troca de informações, proporcionada pelo Investmania, é uma experiência única, que pode aperfeiçoar a forma do investidor de enxergar as possibilidades do mercado”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *