Otimismo dos industriais do Paraná é o mais baixo dos últimos cinco anos

Apesar de 76,49% dos industriais paranaenses estarem otimistas com relação ao desempenho da economia para 2014, este é o porcentual mais baixo verificado nos últimos cinco anos, conforme dados da pesquisa Sondagem Industrial divulgada nesta quinta-feira (19) pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). As vendas das indústrias paranaenses cresceram até outubro apenas 0,89% e na avaliação do coordenador do Departamento Econômico da Fiep, Maurílio Schmitt, dificilmente um crescimento maior será verificado até o final de dezembro. Já o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná deverá encerrar 2013 com elevação de 5%, bem acima da média nacional. A explicação está na ótima safra colhida este ano.
levantamento da Fiep apresentado à imprensa pelo economista, Roberto Zürcher, aponta que a estratégia de maior importância para a indústria, em 2014, será a satisfação dos clientes, com 62,94%, seguida de desenvolvimento de novos negócios (50%) e satisfação dos funcionários com 32,35%.
Quanto a novos investimentos em 2014, 41% dos industriais otimistas do Paraná acreditam nessa possibilidade, 37,67% apostam no aumento das vendas e 21,36% na elevação do emprego. O levantamento da Fiep respondido por 354 empresas do estado e médio e grande portes revelou que os novos investimentos deverão ser feitos em melhoria de processo (48%), produtividade (47%), modernização tecnológica (46%) e desenvolvimento de produtos (41%). Neste item houve uma mudança em relação aos últimos três anos. Anteriormente, os industriais paranaenses apostam em primeiro lugar nos investimentos em produtividade.
A pesquisa revelou também os principais empecilhos para a produtividade percebidos pelos empresários. Entre os indicadores apontados estão a elevada carga tributária (74%), baixa qualificação de mão de obra (70%), encargos sociais elevados (63%) e falta de trabalhadores (51%).
Quanto aos métodos utilizados para a modernização tecnológica na área produtiva, 67,65% dos industriais consultados apontaram o uso de máquinas ou equipamentos automáticos, 18,24% através de projeto assistido por computador e 11,47% por manufatura assistida por computador. Já para 79,7% dos industriais do Paraná, a melhor forma para absorver a modernização tecnológica na empresa é através do treinamento de funcionários.
No item infraestrutura, os industriais avaliaram positivamente apenas energia elétrica. Aeroportos, ferrovias, rodovias e infraestrutura urbana foram reprovados e os portos tiveram avaliação neutra.
Sobre a localização, 58% dos industriais estão satisfeitos com o Paraná, sendo que 26% admitiram que farão os próximos investimentos no estado e apenas 8% investirão em outros estados.
O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, prevê que 2014 será um ano melhor para as vendas industriais, considerando Copa do Mundo e eleições. Entretanto, na sua opinião, o empresário que quiser ver sua indústria crescer terá que inovar. Analisando a conjuntura econômica para 2014, Campagnolo prevê um câmbio entre R$ 2,30 e R$ 2,35, o que considera um bom valor tanto para exportadores quanto importadores, e inflação na casa dos 6%.








