Como não ter seu investimento desvalorizado em previdência privada

previdência complementarMuitos poupadores de previdência privada estão perdendo dinheiro ao invés de ganhar. O alerta é do assessor de investimentos Antônio Marmo Jr., diretor da Praisce Capital, uma assessoria de investimentos especializada em investimentos pessoais. Segundo ele, a maioria dos poupadores desse segmento está atrelado às instituições bancárias, que cobram até três vezes mais dos seus clientes em taxas de administração e de carregamento. Essa diferença, que para muitos pode parecer pouco – entre 1% e 2% – ao final de 25 anos de investimentos pode representar uma diferença superior a R$ 110 mil.

Segundo Marmo, cresce a cada ano os investimentos em previdência privada no Brasil, especialmente pela deficiência da previdência social pública. “Mas a falsa impressão de solidez e segurança das instituições bancárias fazem com que o poupador não examine outras opções do mercado, que oferecem a mesma segurança e solidez, pois todos os planos de previdência privada são garantidos pelo sistema da Superintendência de Seguros Privados (Susep), uma autarquia da Administração Pública Indireta Federal brasileira”, explica o assessor de investimentos.

Marmo lembra que, no geral, os bancos comerciais cobram caro por produtos de investimento e de previdência e muitos poupadores relevam as altas taxas para garantir um bom relacionamento como cliente. “Mas, no longo prazo, isso pode levar à desvalorização do dinheiro investido“, alerta.

Tome-se como exemplo uma previdência feita por uma pessoa de 30 anos de idade, com 25 anos de prazo para aposentadoria e contribuição mensal de R$ 500,00, sem aporte inicial. No primeiro caso, o investimento é feito em banco comercial, com taxa de administração de 3% a.a e mais 3% de taxa de carregamento. No segundo caso, o investimento é feito com orientação de uma assessoria de investimentos junto à uma boa Seguradora. Neste caso, as taxas cobradas são 1% de administração e zero de carregamento. Em ambas, considera-se a rentabilidade anual de 8% como parâmetro.

O resultado, no final dos 25 anos, é bem diferente. No primeiro caso, o poupador  acumulou um patrimônio de R$ 280 mil. No segundo, R$ 392 mil. Uma diferença de quase 40%. Em termos de rendimentos mensais, o resultado do primeiro exemplo será de R$ 1.700, contra R$ 2.300 do segundo. Uma diferença de R$ 600,00 por mês. Em apenas um ano, essa diferença equivale ao custo de um bom pacote turístico para Europa.

Todo o poupador pode solicitar a simulação de uma previdência privada em outra instituição. Se constatar vantagens, pode mudar sua previdência de instituição sem pagar por isso. A portabilidade de uma instituição para outra é muito simples, mas ainda pouco conhecida pela maioria dos poupadores brasileiros.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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