Empresas consultam perfis de candidatos nas redes sociais antes da contratação

redes sociaisO comportamento inadequado nas redes sociais é algo que tem prejudicado muitas pessoas no âmbito profissional. Divulgação de mensagens criticando o chefe, a empresa em que trabalha ou postagens de fotos inadequadas, seja dentro ou fora do ambiente de trabalho, podem causar problemas em processos seletivos de empresas ou mesmo causar demissões por justa causa. A diretora de Recursos Humanos do Grupo Uninter, Maria Tereza Ferrabule Ribeiro, orienta e discute a respeito deste assunto tão polêmico. Segundo Maria Tereza, as pessoas utilizam a liberdade que possuem em suas redes sociais de maneira equivocada, pois nem sempre o que julgamos apropriado é visto da mesma maneira pelas outras pessoas. “O que eu chamo a atenção não é sobre o que é certo ou errado, mas, sim, o que desejamos para nós mesmos. As redes sociais representam o nosso marketing pessoal, estamos mostrando quem nós somos e a nossa educação fica impressa na forma que nos apresentamos à sociedade”.

Para ela, é comum os recrutadores consultarem os perfis de candidatos pelas redes sociais, para conhecê-los inicialmente e recolher pistas sobre seu comportamento. Esses candidatos estão, portanto, expostos para que todos vejam suas redes e, da mesma forma, as empresas têm o direito na escolha de seus candidatos. “Cada empresa possui cultura própria, e o candidato que mais se aproximar a esta cultura, com certeza, é o candidato com o perfil ideal para aquela vaga e para aquela empresa”, analisa.

Outra situação conflitante, sob a análise da especialista, é o conteúdo postado nas redes sociais, profissionais e nas redes internas das empresas. “Por vezes vejo nas redes profissionais fotos das pessoas com a família, amigos ou, até mesmo, em trajes inapropriados como camiseta de time de futebol, biquíni e poses sensuais. Estas fotos deveriam estar postadas na sua rede social. Na rede profissional, o conteúdo deve ser sobre a sua trajetória profissional, seus êxitos, e nas fotos deve-se estar vestido de forma condizente com aquele ambiente, mesmo que virtual. Assim como nas redes internas das empresas, pois se trata de um ambiente corporativo e, se há permissão de postagens, elas devem ser condizentes para este ambiente”, indica Maria Tereza.

Outra grande confusão que tem levado a sérias consequências, inclusive a perda do emprego por justa causa, são as postagens ofensivas contra a empresa em que trabalha ou já trabalhou. “Qual empresa recrutaria um profissional que fala de forma ofensiva contra a empresa ou colegas de trabalho? As redes sociais não devem ser utilizadas como muro de lamentações e ofensas. A Justiça tem sido muito sensível ao julgar estas situações e, na maioria das vezes, tem dado ganho de causa para as empresas, principalmente para aquelas que têm adotado políticas internas escritas e têm orientado os seus profissionais”, adverte.

Maria Tereza ainda sugere que todos analisem a forma como manifestam seu estilo de vida nas redes públicas e pensem se isso pode ou não influenciar na vida profissional, de forma positiva ou mesmo negativa. E sobre os conflitos no ambiente de trabalho, o melhor é conversar diretamente com os responsáveis e resolver os problemas pessoalmente. “Não deveria ser necessário estar escrito e determinada a forma como devemos nos comportar, mas o respeito ainda é o princípio básico da educação e deve estar sempre associado ao censo comum e às normas da sociedade”, garante.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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