Microcervejaria é um negócio que está crescendo, mas que requer conhecimento do empreendedor

O processo cervejeiro é delicado e requer muito conhecimento técnico.
O processo cervejeiro é delicado e requer muito conhecimento técnico.

As microcervejarias trouxeram para os brasileiros a opção de consumir produtos cervejeiros exclusivos e diferenciados. Para o empreendedor que pretende ingressar neste segmento estão disponíveis no mercado diversos equipamentos para viabilizar a fabricação de cervejas, que podem apresentar produções que variam de 50 a 2.000 litros por lote produzido. Assim como o equipamento, outro fator importante para a fabricação de cervejas de qualidade é a orientação de um mestre-cervejeiro, que tem condições de ensinar todas as técnicas e dicas para a elaboração de uma boa cerveja.

Outro ponto positivo é que as microcervejarias se apresentam como alternativa para explorar um mercado que não interessa às grandes, ou seja, aquele que procura produtos diferenciados, de alto valor agregado e sempre inovadores. Segundo a Associação de Cervejeiros artesanais de Minas Gerais, enquanto o mercado de cervejas comuns cresce em torno de 5% ao ano, as especiais aumentam 45%.

De acordo com a Associação Brasileira das Microcervejarias, a maior parcela das vendas da bebida é para consumo no balcão, com 52% de participação, seguida pela venda em supermercados com 27% e pequeno varejo com 21%. Por isso, os estabelecimentos especializados estão se espalhando pelo país, a maioria deles produzindo sua própria cerveja e, principalmente, criando novas alternativas para atrair o consumidor. Mas apesar de todo essa empolgação, levar adiante o negócio não é uma tarefa fácil. É preciso ter consciência que o processo cervejeiro é delicado e requer muito conhecimento técnico para que tudo saia dentro dos padrões. Nesse mercado ser pequeno não significa não ter uma qualidade assegurada, pelo contrário, significa ter um produto premium que será apreciado por consumidores exigentes, que buscam experiências sensoriais únicas.

Quanto à localização, o fator primordial para a instalação de uma microcervejaria é a existência de clientes próximos. Ou seja, de pessoas interessadas em degustar boas cervejas na companhia de amigos. O imóvel deve ter área disponível para a instalação das máquinas, espaços apropriados para guardar as matérias-primas e as embalagens, bem como dispor de um local para instalação dos equipamentos de bar e restaurante, bem como área de estacionamento.

Por último, o investimento para abrir uma microcervejaria com capacidade para produzir 20 mil litros de cereja por mês, em imóvel alugado, é de R$ 300 mil, segundo cálculos dos consultores do Sebrae.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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