Preços dos imóveis em Curitiba são os mais baratos do Sul do País, mas devem subir no ano que vem

Curitiba apresenta o preço do metro quadrado mais barato do Sul do Brasil, tanto para imóveis residenciais quanto comerciais. Um estudo realizado em 35 cidades do Sul do País pela Brain Bureau de Inteligência em parceria com a Ademi do Paraná aponta que Porto Alegre (RS) lidera o ranking de preços entre as capitais, com o metro quadrado privativo de R$ 7.508. Em segundo lugar está Florianópolis com R$ 7.393 e em terceiro aparece Curitiba com R$ 6.327. Ou seja, uma diferença de 16% a menos em relação a capital dos gaúchos e 14% inferior a capital dos catarinenses. Isso no caso dos imóveis residenciais.
No caso dos imóveis comerciais, a diferença é ainda maior, chegando a 22% quando comparado a Porto Alegre. O metro quadrado dos imóveis novos comerciais em Curitiba está cotado a R$ 8.820.
Eu conversei nesta quinta-feira (5) com o diretor de Relações Institucionais da Ademi/PR, Marcelo Gonçalves, e ele me explicou que Curitiba apresenta neste momento uma oferta grande de imóveis, que foram lançados em 2011 e 2012, e que agora estão prontos. Segundo ele, o estoque de imóveis novos residenciais é hoje de 10 mil e de 1.500 comerciais. Estes imóveis não podem ficar parados, ou seja, precisam ser comercializados. Com isso, os preços estão convidativos.
Eu perguntei a Marcelo Gonçalves por que é tão grande a diferença de preço entre os imóveis comerciais em Curitiba e Porto Alegre, e ele me disse que um dos pontos que tem pesado é que aqui ainda há terrenos disponíveis para a construção de empreendimentos corporativos, ao contrário da capital gaúcha, que concentra este tipo de imóvel em pontos centrais da cidade. Já Curitiba, pelo contrário, dispõe de grandes empreendimentos comerciais espalhados pelos bairros Água Verde, Cabral e Batel. Segundo o diretor da Ademi, empresários e profissionais liberais estão buscando cada vez mais imóveis comerciais próximos às suas casas, e com isso os empreendimentos de bairro têm prosperado.
Para o próximo ano, a expectativa da Ademi/PR é que mesmo com a retração econômica, os preços dos imóveis devem subir em função da elevação dos custos dos insumos da construção, que sentem os reflexos das altas dos combustíveis, energia elétrica, inflação, dólar e do aumento da carga tributária.








