Consumo de fim de ano: estratégias que espantam a crise no comércio

Edélcio Fonseca.
Edélcio Fonseca.

Quando se discute no mercado o fator de compra e venda, falamos também na saúde financeira de uma empresa, que necessita ter uma boa gestão de fluxo de caixa. Isto significa controlar diariamente as despesas, receitas e acompanhamento do que foi orçado versus o que foi realizado. Porém, outro ponto que o empresário precisa estar atento é a forma de pagamento do seu cliente, que contribui diretamente no faturamento e lucro do mês – ou seja, se será à vista ou a prazo.

Para o varejo é inegável: os pagamentos à vista são “melhores”. Porém, a cultura do brasileiro é o pagamento parcelado e esta será, sem dúvida, a maioria das escolhas dos consumidores nas compras para o fim do ano. Para serem mais atrativos, os descontos dos pagamentos à vista devem ser significativos, bem mais do que apenas 5%. Há também como incentivá-los com brindes ou pontuação maior, além de uma equipe de vendas e caixa promovendo e incentivando a ação. Nesta modalidade, o cliente também se beneficia, uma vez que ele não fica endividado ao longo prazo, pode utilizar os créditos para necessidades mais urgentes, além de melhorar o “score” na avaliação de crédito da empresa.

Porém, para a boa saúde financeira é sempre necessário ter outras formas de pagamento para oferecer ao cliente, pois vale lembrar que, se você não oferece, seu concorrente pode oferecer e você perder a venda. O parcelado não é de todo ruim, já que se a venda for concretizada através de cartão, o dinheiro estará garantido. Aliás, o empresário pode negociar operações de crédito, aumentar limites, pleitear maiores reciprocidades com banco e instituições financeiras. Para operações de vendas realizadas com cheque pré-datado ou duplicata faturada, é necessária fazer uma avaliação minuciosa de crédito, senão o empresário corre o risco de vender e não receber.

Em qualquer um dos casos, a integração das áreas de finanças, compras e vendas é extremamente importante, pois o planejamento financeiro é mais assertivo. Outro ponto importante é monitorar a participação das formas de recebimentos (dinheiro, cheque, cartão de débito, crédito e private label; ou seja, cartão próprio). Isso ajuda muito nas estratégias de ações promocionais que vão estimular a forma de pagamento, na qual a empresa pretende alcançar mais volume.

Independente do tipo de pagamento que se recebe, nos dias atuais o empresário precisa se reinventar e inovar, criando mais oportunidades de desconto e atrativos para o cliente. Isso, no fim do ano, pode significar um fechamento longe do vermelho.

O artigo foi escrito por Edélcio Fonseca, que é especialista em Finanças e Venda de Empresas, e diretor executivo da 360º Varejo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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