Indústria de higiene pessoal perfumaria e cosméticos enfrenta prejuízo com a instabilidade no sistema eletrônico da Anvisa

Dificuldades e oscilações no Sistema de Automação Eletrônico (SGAS) e no Datavisa – para regularização de produtos do setor têm deixado os representantes das principais indústrias de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos em estado de alerta. Há mais de 20 dias que peticionamentos eletrônicos não podem ser realizados no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em especial os pedidos que se referem à isenção de registro de produtos.

“A ferramenta foi criada em 2014 para facilitar o processo de registro e notificação de produtos no setor, mas a situação que enfrentamos é de total descontentamento”, ponderou João Carlos Basilio, presidente executivo da ABIHPEC, Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal Perfumaria e Cosméticos.

No site da Anvisa é informado apenas que o sistema enfrenta dificuldades e que o problema já está sendo tratado. “Esperamos que o sistema volte a normalizar em caráter de urgência. Entendemos que 21 dias de instabilidade é absolutamente inaceitável”, comenta. Estima-se que o prejuízo com o sistema fora do ar já chega a quase dois e mil e quinhentos processos não realizados

Em meados deste ano, a Agência havia suspendido o uso do Sistema Eletrônico, obrigando as empresas do setor a retomar o procedimento manual de notificação/registro. Na época, a decisão fora anunciada no site da autarquia, que atribuiu às consecutivas inconsistências do site a razão pela qual optou pelo retorno ao sistema de peticionamento anterior.

Quando implantado o site, a ideia era acelerar e modernizar a análise técnica de pedidos de registros de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos que aconteceria 100% de forma automatizada. No entanto, a tecnologia nunca chegou a ser de fato funcional e, em muitos casos, introduziu regras de verificação que apenas retardam o processo e tornavam o sistema ineficiente, lento ou inoperante por diversas horas.

“Nossa indústria de HPPC é uma das mais impactadas pela ineficiência e pela burocracia da demanda regulatória, já que somos um dos setores de maior número de lançamentos e inovações todos os anos. Este é, aliás, um alerta antigo que, se não solucionado no curto prazo, incidirá em grave perda financeira e de competitividade das nossas empresas, tradicionais geradoras de empregos, renda e impulsionadoras da economia brasileira”, finaliza Basilio.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *