Conheça as tendências que vão nortear os empresários a concretizar seus planos de empreender em 2017

Klaus Michael Vogelberg, Chief Technology Officer da Sage.
Klaus Michael Vogelberg, Chief Technology Officer da Sage.

Chatbots, inteligência coletiva e blockchains parecem ser termos quase incompatíveis a um pequeno negócio? Para quem está hoje dentro do mercado de software na nuvem, é importante entendê-los e tentar trazer seus conceitos para o dia a dia. Quem é empreendedor, não pode deixar de conhecer as tendências em tecnologia que prometem mudar a forma de conduzir os negócios – e a sua empresa – em 2017. “Qualquer tamanho de negócio terá de ligar o radar para as novidades em tecnologia, mesmo que sua empresa não seja exatamente da área, já que a transformação está acontecendo de maneira intensa”, afirma Klaus Michael Vogelberg, Chief Technology Officer da Sage.

Os empresários devem ficar atentos às oportunidades que as inovações tecnológicas podem trazer para seu negócio, permanecendo competitivos e oferecendo serviços de alto nível.

E essas tendências terão papel fundamental nos próximos anos para as PMEs, pois elas podem ter alto impacto tanto na produtividade, ao simplificar a gestão quanto na competitividade das empresas, oferecendo novas oportunidades e modelos de negócio.

Conheça as tendências que vão revolucionar os negócios em 2017:

1. Chatbots
Interfaces autônomas como chatbots ou agentes digitais vão se tornar cada vez mais comuns em diferentes dispositivos para que os empresários façam a gestão de seus negócios. Essas interfaces vão mudar de forma significativa como humanos e computadores trabalham e se relacionam entre si. Enquanto no passado as pessoas usavam o teclado ou o mouse para interagirem com seus computadores, gradualmente começarão a conversar com os sistemas por gestos, como movimento das mãos, cabeça ou olhos. A experiência do usuário se tornará não apenas mais conveniente, mas também mais divertida – os sistemas trabalharão de maneira autônoma e terão capacidade de autoaprendizagem. Em alguns casos, o software poderá agir sem a participação do usuário, ou perguntar mesmo sobre algo uma única vez e utilizar essa informação para atividades futuras.

Em junho de 2016, a Sage lançou globalmente o seu primeiro chatbot de contabilidade, o Pegg. Voltado a pequenas e médias empresas, o sistema atua como um assistente inteligente que permite aos usuários acompanharem despesas e gerenciarem as finanças, utilizando aplicativos de mensagens como Facebook Messenger e Slack. No Brasil, o chatbot é capaz de emitir notas fiscais de serviço por meio de um bate-papo com o assistente virtual. Para isso, basta que o usuário cadastre qual o serviço prestado e em nome de quem deve ser feita a emissão da nota. O bot já será capaz de interpretar os dados e gerar a nota, ocultando complexidades da contabilidade e permitindo que os empresários administrem as finanças a partir de conversas e realizando o processo de forma tão simples quanto escrever uma mensagem. Ao digitalizar uma informação de forma instantânea, o incômodo do arquivamento de recibos e despesas acaba, assim como a necessidade de papel e de registro de dados.

2. Inteligência Artificial
A inteligência artificial e coletiva é outra tendência a que os empreendedores devem estar atentos. Com o aumento do volume de dados gerado por diferentes dispositivos e a análise de dados se tornando cada vez mais acessível, as empresas precisam encontrar maneiras de extrair conhecimento da riqueza atual do Big Data.

A Sage aconselha que as PMEs trabalhem conjuntamente. Se pequenos e médios empreendedores juntarem forças e dividirem, por exemplo, o computer power e os dados com outras companhias de forma estruturada e sistemática, elas podem se beneficiar dessa colaboração recebendo uma maior e melhor base de informações e uma inteligência de dados superior. Similar a mecanismos de crowdsourcing, essa rica base de dados possibilitaria às empresas entenderem melhor o comportamento dos consumidores, suas necessidades, o que oferecer a eles e em quais áreas investir.

3. Blockchain
Criado para organizar transações de bens digitais entre as duas partes de uma forma totalmente inovadora, os empreendedores também devem analisar cuidadosamente se a nova tecnologia de blockchain pode impactar os atuais modelos de negócio e como isso se daria. Particularmente, todos os negócios que trabalham como intermediários entre duas partes – como advogados, imobiliárias ou corretores financeiros – podem ser afetados por essa nova abordagem. Inclusive os contadores também podem ser impactados na forma como farão negócios no futuro, já que a blockchain pode eliminar uma parte significativa da carga de trabalho – como o controle e agendamento de transações, transferência de dinheiro ou pagamento de faturas – executado atualmente por profissionais destas áreas.

Ao invés de serem utilizados intermediários como bancos, autoridades estatais ou plataformas de negócio, as blockchains permitem que as pessoas transfiram esses ativos de uma forma direta e segura, o que representa uma forma totalmente nova de organizar transações de ativos digitais entre as duas partes. Um registro descentralizado e compartilhado, essencialmente um banco de dados de ativos divididos entre vários participantes, aliado a algoritmos cripto-econômicos, servem de base tecnológica para uma blockchain.

Todos os participantes de uma blockchain (os chamados nodes) têm acesso ao registro compartilhado, que contém um inventário com todos os ativos digitais relevantes. Todas as partes dessa rede possuem suas próprias cópias idênticas do registro. Quaisquer mudanças feitas são aplicadas em todas as cópias em questão de minutos, ou até mesmo segundos. Desta forma, o sistema é transparente e dá segurança aos participantes sem a necessidade de que qualquer outra autoridade legitime a operação.

4. Uso do dinheiro
A forma pela qual as pessoas utilizam o dinheiro e transferem seus pagamentos de uma conta para outra mudou de forma notória: hoje os aplicativos possibilitam que usuários realizem pagamentos de forma fácil e que façam compras por dispositivos móveis ou websites. Por outro lado, sistemas de contabilidade são pouco amigáveis aos usuários e menos integrados. Por exemplo, é comum que as empresas não tenham a possibilidade de realizar pagamentos de faturas ou controlar facilmente suas transações financeiras entre parceiros, fornecedores ou os respectivos bancos com apenas um clique.

Em 2017, novas soluções permitirão que as empresas estabeleçam pagamentos de ponta a ponta, com seus fornecedores e clientes. Isso possibilitará que os canais de pagamentos se tornem onipresentes, imediatos e disponíveis a qualquer momento, e serão totalmente integrados aos sistemas de contabilidade. Todas as partes, como plataformas de comércio eletrônico, bancos, fintechs ou parceiros, serão beneficiados pelos padrões de programação (API), que poderão ser usados para criar novos serviços e que possibilitarão processos integrados e totalmente automáticos de pagamentos e transações financeiras.

5. Infraestrutura
Em 2017, mais empresas – pequenas e médias – irão substituir seus software locais e autônomos por soluções integradas e em nuvem, que operam em plataformas, como a Salesforce.com. Tal plataforma oferece a seus usuários acesso a inúmeros aplicativos de negócios e serviços integrados. Além disso, as companhias também se beneficiarão com o uso de aplicativos para dispositivos móveis de plataformas como a operada pela Apple Mobility Partner Program.

O grande benefício dessas plataformas é que oferecem, até para as menores empresas, acesso a soluções inovadoras de software de gestão, o que seria financeiramente inviável menos de uma década atrás. As plataformas em nuvem estão democratizando a forma pela qual algumas empresas conseguem acesso a aplicativos de última geração e tecnologias inteligentes e escaláveis, já que permitem que empreendedores descubram novas formas de trabalhar por meio de uma boa infraestrutura capaz de receber qualquer tipo de informação de seus parceiros ou da Internet das Coisas (IoT), analisá-la e então criar algo novo e produtivo.

6. Internet das Coisas (Internet of Things – IoT)
A grande quantidade de dados originária de todos os tipos de sensores incorporados em máquinas, carros, celulares, roupas ou até mesmo humanos (como, por exemplo, para monitoramento médico), resultará em um verdadeiro tesouro de dados, consequentemente criando variados novos serviços.

O fluxo de dados para desenvolver o negócio de cada PME pode ser pensado da seguinte forma:
• A mecânica vai desenvolver novos serviços, como manutenção preventiva para todos os tipos de infraestrutura técnica;
• Companhias de logística irão aprimorar suas frotas de caminhão utilizando dados de trânsito de diferentes fontes, incluindo dados de cidades inteligentes, semáforos, ruas e outros veículos;
• Serviços de portaria irão desenvolver todos os tipos de vigilância com a concretização de novas tecnologias de casas inteligentes;
• Empresas de varejo e donos de lojas poderão se conectar a dispositivos de casas inteligentes, como geladeiras ou outros eletrodomésticos, para abastecer seus clientes automaticamente com bens e serviços;
• Serviços de atendimento médico móvel irão inovar no trabalho de assistência por meio de todos os tipos de novos dispositivos, a fim de aprimorar seu apoio a pessoas idosas que moram sozinhas.

As ferramentas estão disponíveis e são financeiramente acessíveis para empresas de todos os portes. Até o final do ano, muitas outras vão surgir. Aproveitando o potencial que essas tecnologias trazem, seus resultados serão mais efetivos e estarão mais protegidos, assim como o de seus clientes e parceiros.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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