Como se tornar um CDO e conduzir a transformação digital nas organizações

Charles Hagler.

A transformação digital está acontecendo em todas as esferas da sociedade e as empresas já sabem que precisam mudar para acompanhar essa transição e ingressar mais fortemente no mercado em que atuam. Um dos desafios enfrentados por elas é a definição do executivo que conduzirá esse processo. A escolha natural é o CIO, que já está ambientado com as novidades tecnológicas. No entanto, segundo o Gartner, um novo líder de TI está surgindo nas organizações, o Chief Digital Officer (CDO), e ele será o responsável por liderar essa transformação em 90% das empresas até 2019.

Um CIO pode se transformar em CDO desde que esteja preparado para superar os desafios associados à essa transição. Conheça quais são eles:

Organizar a casa e mantê-la funcionando – antes de mais nada, o CIO precisa manter a área de TI tradicional funcionando adequadamente, ou seja, cumprindo com as entregas esperadas pelo board da empresa. Apenas quando a parte tradicional da área de TI estiver operando bem e estável, o executivo terá como se dedicar aos desafios da jornada da transformação digital, que certamente exigirão muito estudo e dedicação da parte dele.

Conhecer as novas metodologias de negócio do mundo digital – os CIOs que desejarem liderar a transformação digital precisarão aprender a lidar com novas metodologias e conceitos, como Design Thinking, Scrum, DevOps, MVP, entre outras. Tais abordagens são importantes para garantir a inovação e agilidade essenciais necessárias para o mundo digital. Elas ajudam a repensar a real necessidade envolvida, colocando a experiência do cliente no centro do desenho e não apenas evoluir os processos. No entanto nem sempre elas são aplicáveis. Saber quando usar cada abordagem é fundamental. Algumas das etapas de um projeto de transformação podem exigir uma abordagem mais tradicional, enquanto outras precisam de metodologias digitais.

Saber priorizar as novas tecnologias – o mercado está repleto de novas tecnologias e fornecedores, a jornada de transformação digital de qualquer empresa contém um desafio enorme: conseguir se desvencilhar da poluição tecnológica para acertar na escolha das tecnologias do mundo digital que vão efetivamente resolver os desafios de transformação e gerar o maior impacto no negócio. É preciso estar atento a inovações tecnológicas como IoT, Big Data, mobilidade, Inteligência Artificial, e principalmente nos casos de sucesso das mesmas para saber aplicá-las.

Encontrar e reter talentos do mundo digital – para realizar projetos de transformação, será necessário contar com um time apto a trabalhar com as novas ferramentas e conceitos do mundo digital. Pessoas que já estejam familiarizadas com esse novo mundo. Despertar interesse em profissionais com esse perfil é um desafio. Manter esses profissionais motivados em um ambiente corporativo tradicional é ainda mais difícil. Uma maneira de contornar esse problema é trabalhar com um conjunto de fornecedores, parceiros e startups, o que leva a um novo desafio: escolher o fornecedor mais adequado para cada caso e navegar nesse ecossistema, definindo quais projetos ou etapas fazer dentro de casa ou com um parceiro.

Ter visão do negócio – quanto melhor for o conhecimento e a proximidade da área de TI com as demandas do negócio, maior será a probabilidade dos profissionais adotarem uma postura de parceiro estratégico que ajudam a agregar valor à empresa. Em muitas organizações, os executivos que ocupam o cargo de liderança em tecnologia ainda são demasiadamente técnicos e reativos. O board precisa ter a certeza de que o profissional que liderará a transformação digital será capaz de atuar como um facilitador entre a visão de negócio e a implantação técnica, bem como envolver e conseguir navegar em diferentes áreas e com diferentes pessoas do ecossistema para orquestrar efetivamente essa transformação.

Para se manterem competitivas no mercado, as organizações precisam começar o quanto antes a jornada de transformação digital dos seus processos e seu negócio. E os CIOs que quiserem liderar essa transformação precisam se preparar para serem o protagonista da entrada de suas empresas no mundo digital.

|O artigo foi escrito por Charles Hagler, que é diretor de Transformação Digital da TOTVS Consulting.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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