Com investimento de R$ 1 bilhão, indústria paranaense do trigo evolui e torna-se referência no Brasil

Daniel Kümmel, presidente do Sinditrigo.

A indústria do trigo do Paraná tem um parque moageiro moderno, com elevado grau tecnológico e alta capacidade produtiva. A qualidade atual desta indústria é resultado de investimentos de cerca de R$ 1 bilhão realizados nos últimos 10 anos pelos empresários do setor. Com mão de obra especializada e equipamentos de última geração, o setor já conquistou diversas certificações que comprovam sua qualidade. Estas e outras informações constam da versão atualizada do Panorama Setorial da Indústria do Trigo, que será lançada segunda-feira, 26 de junho, em Curitiba. O estudo foi realizado em parceria pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e pelo Sindicato da Indústria do Trigo (Sinditrigo). A primeira versão foi lançada em 2011.

“O nosso setor está preparado para atender o Brasil quando houver a retomada do crescimento da economia e o consequente aumento da demanda”, destaca Daniel Kümmel, presidente do Sinditrigo. Segundo ele, a indústria paranaense do trigo é altamente competitiva e diversificada, produzindo farinhas tanto para a indústria de massas e biscoitos quanto para a panificação e varejo. O presidente do Sindicato conta que a qualidade do produto final é resultado também da melhoria do trigo, com investimento em genética. “Antigamente precisávamos importar trigo de qualidade para um melhor produto final. Hoje não temos mais esta necessidade e trabalhamos praticamente com 100% de trigo nacional”, informa.
De acordo com o Panorama Setorial da Indústria do Trigo, o Paraná é o maior produtor nacional do grão, respondendo por 61% da produção brasileira. É também o Estado que concentra o maior parque moageiro. São 96 moinhos, que respondem por 23% da produção nacional de farinhas. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Segundo o presidente do Sinditrigo, atualmente são 67 moinhos ativos no Estado.
“Metade da produção paranaense abastece outros Estados. Só não exportamos para outros países por questões tributárias que tiram a competitividade do produto brasileiro lá fora”, comenta Kümmel. “Temos qualidade e capacidade de produção para exportar, mas o Custo Brasil nos impede de viabilizar as exportações”, pontua, acrescentando que a reforma tributária é um dos pleitos do setor.

“A queda na atividade econômica que afetou, em maior ou menor grau, todos os segmentos, não poupou a cadeia produtiva do trigo”, afirma o presidente da Fiep, Edson Campagnolo. Segundo ele, o setor tem inúmeros desafios a serem superados e o Panorama Setorial traz informações relevantes para auxiliar no planejamento de estratégias, na tomada de decisões e na implantação de ações que impulsionem os negócios do setor. Além disso, segundo Campagnolo, o estudo pode contribuir também para a integração do setor na busca de um ambiente de negócio mais adequado, propiciando a geração de emprego e renda.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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