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As startups vão substituir grandes empresas ou serão incorporadas por elas?

Rafael Ribeiro.

Nas últimas semanas nos deparamos com duas grandes notícias de forte repercussão no mercado de startups no Brasil. A primeira foi a compra de 49% da corretora XP Investimentos, considerada pelo mercado a fintech brasileira mais bem-sucedida, pelo Banco Itaú, por R$ 6,3 bilhões. A outra foi o aporte de US$ 100 milhões que o aplicativo brasileiro 99, que permite chamar táxis e carros particulares, recebeu da empresa japonesa SoftBank. Esses dois exemplos, em cenários distintos, mostram a força desse setor na economia e isso faz com que surjam diversos questionamentos, como por exemplo: será que as startups vão substituir as grandes empresas ou serão incorporadas por elas?

Vivemos o boom do empreendedorismo tecnológico, para cada setor da economia que olhamos há startups oferecendo soluções para dar mais praticidade ao dia a dia das pessoas e, principalmente, dos negócios. Claro que ainda há muito espaço para ser conquistado e uma de nossas missões é que em 2035, 5% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro seja provido pelo setor. É uma meta audaciosa, porém plausível, basta ver o crescimento do mercado.

Nos próximos anos, veremos com mais frequência as grandes empresas se aproximando das startups, não somente com a intenção de adquirir negócios, mas também com o objetivo de somar esforços em prol da melhoria de ambos. É fácil perceber esse movimento com hackatons, projetos de aceleração, pitch corporates e até coworkings financiados por grandes empresas, mas qual é o intuito dessas iniciativas. Elas servem para monitorar, incorporar e aprender com as startups e as novas tecnologias que estão surgindo. As empresas e processos estão ficando cada vez mais tecnológicos e isso não é mais segredo para ninguém. Acompanhar essas mudanças requer ficar próximo a elas e é esse movimento que estamos vendo.

Nessa equação não são só as empresas que saem ganhando. Startups ganham vendendo suas soluções, conseguindo mais ferramentas e recursos e se aproximando de grandes líderes do mercado. A colaboração entre empresas e startups traz ganhos para todos os lados, inclusive para o consumidor que se beneficia de produtos cada vez mais ágeis, inovadores e personalizados.

É claro que teremos também cada vez mais o movimento de aquisição, seja por conta de soluções tecnológicas ou apenas pelo simples fato de tirá-las do mercado e acabar com a concorrência. Porém, quem abre uma startup já sonhando em vender o negócio para uma grande empresa, está investindo errado no negócio. Vender é efeito colateral de um produto bem feito e isso leva tempo e, principalmente, muito esforço.

Creio que veremos cada vez mais essa aproximação entre os dois lados, por meio de relações saudáveis que irão beneficiar não somente as startups e grandes empresas, mas sim toda a sociedade, gerando novos empregos e oportunidades de negócios gerando um impacto social positivo para todos.

O artigo foi escrito por Rafael Ribeiro, que é diretor executivo da ABStartups. Formado em ciências da computação e com especialização em marketing, Rafael foi co-fundador da Weblinia e da Monster Joy.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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