Cenário é de recuperação para 2018

Priscila Pacheco Trigo, economista da área de Pesquisas Econômicas do Bradesco.

Com a perspectiva de um cenário de continuidade da política macroeconômica no Brasil, as expectativas são positivas para a retomada do desenvolvimento do país. Essa foi a análise apresentada pela economista da área de Pesquisas Econômicas do Bradesco, Priscila Pacheco Trigo, durante a reunião geral promovida pela Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) em conjunto com o Conselho Setorial da Madeira da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).

De acordo com a especialista, a inflação acumulada dos últimos 12 meses ficou em 2,5%, por conta da deflação de alimentos, reflexo da super safra na agricultura, e do câmbio mais estável, que impacta diretamente em bens de uso doméstico, já que entre 15% e 20% são importados, além da desaceleração dos preços de serviços. “A projeção é de que a inflação fique em 3% para este ano, com a possibilidade de um viés menor ainda”, afirmou. Para 2018, a projeção é de que o índice seja de 3,9%. Priscila, no entanto, fez um alerta: “É positivo quando olhamos o endividamento das empresas, pois permite a realização de novos negócios. Mas não é um patamar de equilíbrio”.

Quanto à taxa de juros, os números apresentados pelo banco indicam que devam ficar em 7% a.a. em 2017 e também em 2018. “Hoje, o maior risco que temos, e que pode gerar mudanças nesses índices, ainda é o cenário político, porque afeta as decisões de contas públicas. Estamos na torcida pela aprovação da reforma da previdência, já que a conta não irá fechar nos próximos cinco anos. Somente a mudança na idade mínima já traria economia de 5% do PIB em dez anos”, explicou.

Já a projeção do dólar feita pelo agente financeiro, que impacta diretamente nas estratégias de exportação do setor madeireiro, é de R$ 3,10 para 2017 e 3,20 no final do ano que vem. Outros índices apresentados pela economista foram do PIB brasileiro de 0,7% este ano e 2,5% em 2018 e um superávit primário de -2,4% (2017) e -2,2% (2018).

Logística

Os mais de 70 gestores e empresários da indústria da madeira também receberam informações quanto aos trabalhos que estão sendo realizado pela Fiep, com apoio de outras entidades, entre elas a Abimci, o secretário executivo do Conselho de Infraestrutura da Fiep, João Arthur Mohr, apresentou o andamento do plano de logística, infraestrutura e novos investimentos em portos e ferrovias que poderá melhorar o perfil desempenho da logística do setor produtivo. De acordo com o executivo, a missão é reduzir custo logístico no foco do usuário, garantir fornecimento de energia, ter o acompanhamento e execução de obras e construir a articulação com outras entidades. “Precisamos atrair capital privado para novos investimentos em infraestrutura, que serão fundamentais para a renovação de projetos”, afirmou.

Entre os exemplos de ações práticas que já estão ocorrendo, foi apresentado o trabalho que vem sendo realizado no Porto de Paranaguá, com a ampliação da área de contêineres, construção dos píeres em T e F e novos arrendamentos para aumentar área de armazenagem.

Taxações americanas

A Abimci compartilhou também informações acerca das taxações em curso pelo governo dos Estados Unidos, entre elas a possibilidade da imposição de taxas para empresas chinesas que exportam para os EUA painéis de compensado tropical.

Já a madeira serrada do Canadá teve anunciada uma taxação prévia de 19,8% retroativa a fevereiro de 2017. Algumas empresas tiveram taxações individuais e foi aberto um processo anti-dumping pelos americanos contra um grupo de empresas canadenses. O Canadá fornece 90% da madeira serrada consumida pelos americanos. De acordo com o superintendente executivo da Abimci, Paulo Pupo, ainda é preciso aguardar os desdobramentos dessas decisões, que está sendo discutida no NAFTA.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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